Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
9

Ana Moura: Fado "sempre foi património da Humanidade"

A fadista Ana Moura admitiu este domingo à Lusa que o reconhecimento do fado como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO vai dar-lhe uma nova visibilidade, mas defendeu que "o Fado sempre foi património da Humanidade".
27 de Novembro de 2011 às 14:23
Ana Moura cantou sexta-feira em Itália
Ana Moura cantou sexta-feira em Itália FOTO: CM

"O Fado sempre foi património da Humanidade", afirmou à Lusa a fadista, acrescentando que a distinção "vai aconchegar a alma [dos portugueses] e encher-nos a todos de orgulho".

"Foi com imensa alegria que acabei de receber a notícia de que o nosso Fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade", disse a fadista recentemente regressada de Itália.

Referindo-se à actuação da criadora de "Os Búzios", a edição de sábado do diário italiano Corriere della Sera qualificou-a de "extraordinária" e apontou Ana Moura como "herdeira de Amália Rodrigues", a propósito da sua actuação na sexta-feira.

"Ao longo dos últimos anos, tenho tido a sorte de viajar pelo mundo todo e perceber o carinho que diferentes raças, religiões e culturas nutrem pela nossa canção. Por isso, arrisco-me a dizer que o Fado sempre foi património da Humanidade", afirmou a intérprete de "Anel de Prata".

"Devo ao Fado muito do que sou. O Fado fez-me encontrar uma vocação, deu-me uma profissão, permitiu-me conhecer muitos países, apresentou-me a músicos incríveis, compositores de excelência e poetas talentosos", contou a fadista.

"Por isso, quando me perguntam se me defino como cantora ou como fadista, digo sempre com muita convicção que sou fadista", acrescentou Ana Moura, referindo foi um "privilégio ser escolhida pelo Fado".

"Essa condição de fadista acompanha-me em todos os momentos da minha vida", rematou.

"Neste momento de festa, lembro-me de todos os que já não estão cá para saborear este feito, mas que fazem parte da História desta canção que tão bem nos define enquanto povo. Sem o seu talento, exemplo e qualidade, nunca teríamos chegado aqui", recordou Ana Moura que, em 2008, recebeu o Prémio Amália para melhor Intérprete.

"Viva o nosso Fado!", concluiu a fadista.

fado ana moura unesco património
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)