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Correio da Manhã

Cultura
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Apertar o cinto sem perder brilhantismo

As Marchas Populares de Lisboa custam cerca de um milhão de euros. Aos 660 mil euros de subsídio da câmara (30 mil euros para cada uma das 22 colectividades), somam-se os 260 mil euros para a logística (três exibições no Pavilhão Atlântico e desfile na noite de 12 para 13 na avenida da Liberdade).
9 de Junho de 2011 às 00:30
As 22 colectividades desfilam na noite de 12 para 13 na avenida da Liberdade
As 22 colectividades desfilam na noite de 12 para 13 na avenida da Liberdade FOTO: João Cortesão

Se do lado dos gastos camarários o valor é o mesmo dos últimos anos, do lado dos marchantes chovem queixas no que se refere ao montante do subsídio.

A uma só voz, as colectividades dizem que os 30 mil euros - o mesmo valor de há cinco anos - não chegam para pôr uma marcha na rua sem se perder o brilhantismo. Figurinos, arcos e músicos representam a maior despesa. "Mesmo usando os mesmos materiais, bastou o aumento do IVA para subir os custos", diz Luísa Carvalho, dos Mercados, que tenciona gastar cerca de 40 mil euros. "Também vamos gastar cerca de 40 mil euros. Nota-se a crise no comércio local, temos uma quebra de 4 mil euros em apoios ", diz João Ramos, de Alfama.

Em Marvila, o orçamento é da mesma ordem. "Arranja-se o dinheiro em falta com apoios do comércio local e da junta de freguesia, festas na colectividade e venda de t-shirts", diz Rui Coito. Na Bica, consegue-se pôr a marcha na rua por cerca de 35 mil euros, mas só graças à carolice. "Ensaiadores, letrista e cenografia são à borla", diz Pedro Duarte.

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