Ar de Rock reviveu memórias

Lisboa reviveu esta sexta-feira alguns dos temas mais populares do rock nacional pela mão dos Ar de Rock.
26.02.11
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Ar de Rock reviveu memórias
Ar de Rock de Paulo Costa e Fernando Cunha (ambos na foto) receberam convidados como Rui Pregal da Cunha Foto Sérgio Lemos

O projecto Ar de Rock revisitou a noite passada em Lisboa alguns dos temas mais emblemáticos que fizeram a história do rock nacional dos anos 80. Liderado por Fernando Cunha, guitarrista dos extintos Delfins, o espectáculo na praça de touros do Campo Pequeno contou com um painel de convidados de luxo. Rui Veloso, Tim, Flak, Olavo Bilac e Rui Pregal da Cunha foram alguns dos nomes presentes neste espectáculo de solidariedade para com a Associação Novo Futuro.

'Foram Cardos, Foram Prosas', cantado por Paulo Costa, foi o tema escolhido para abrir o concerto. Bem recebido por uma sala que ainda se encontrava a meio gás, subiu ao palco o primeiro convidado. Sem se sentir na sua voz que os anos tenham passado por ele, Rui Pregal da Cunha puxou pelo público com 'Paixão', mas foi com 'Só Gosto de Ti', um dos melhores temas dos Heróis do Mar, que o espectáculo ganhou velocidade.

Miguel Gameiro entrou decidido a acabar com o marasmo que ainda se sentia na sala lisboeta. Com 'Grito', o líder dos Pólo Norte saltou do palco e passeou-se em frente à plateia. Já em dueto com Olavo Bilac, atacaram 'Um Lugar ao Sol' dos Delfins, cantado em uníssono pelo público. “É um grande prazer celebrar convosco a música portuguesa”, afirmou o vocalista dos Santos & Pecadores, antes de passar pelo romântico 'Fala-me de Amor'.

Com o concerto em velocidade de cruzeiro, é a vez de entrar em cena Rui Veloso, uma das presenças mais aguardadas da noite. Ao lado de Zé Manel, canta 'Todo o Tempo do Mundo' e, já de harmónica em punho, debita 'Chico Fininho', acompanhado em coro pelo público. Tim relembra os tempos dos Resistência com 'Não Sou o Único', outro dos bons momentos em que o concerto foi pródigo.

O espectáculo no Campo Pequeno termina com os Ar de Rock e todos os seus convidados no palco a cantarem 'Nasce Selvagem', mas era quase proibitivo que a noite encerrasse daquela forma. É no “encore” que que o público é brindado com alguns dos melhores momentos do concerto. Maria Léon avança com 'A Baía de Cascais', o primeiro sucesso dos Delfins, e dá lugar a Tim para cantar 'Circo de Feras'.

Uma bela surpresa foi o ignorado 'Dança Nua', um dos mais bonitos temas dos Essa Entente, cantado de forma subtil por Paulo Riço, ex-vocalista da banda. O concerto termina com 'A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)', com Rui Veloso e todos os convidados a arrebatarem as vozes do público.

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