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Correio da Manhã

Cultura
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Arquivo da Tobis passa a "tesouro nacional"

O arquivo da Tobis Portuguesa passa a ser designado como "tesouro nacional", uma classificação aprovada esta quarta-feira pelo Governo português em Conselho de Ministros.
7 de Março de 2012 às 14:26
A Tobis foi vendida à empresa Filmdrehtsich Unipessoal Lda, uma empresa de capitais angolanos, a dia 23 de Fevereiro último, por um preço na "ordem dos quatro milhões de euros"
A Tobis foi vendida à empresa Filmdrehtsich Unipessoal Lda, uma empresa de capitais angolanos, a dia 23 de Fevereiro último, por um preço na 'ordem dos quatro milhões de euros' FOTO: Lusa

O acervo da Tobis que é considerado tesouro nacional integra o património de natureza arquivística e de natureza audiovisual.

A Tobis é a mais antiga produtora cinematográfica em Portugal embora nos últimos tempos se tenha dedicado à pós-produção.

A Tobis foi vendida à empresa Filmdrehtsich Unipessoal Lda, uma empresa de capitais angolanos, a dia 23 de Fevereiro último, por um preço na "ordem dos quatro milhões de euros".

Segundo declarações do director do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), José Pedro Ribeiro, na altura da venda, a conclusão do negócio fechou "um processo negocial intenso" que "permite a continuação da actividade e salvaguarda do património cinematográfico português".

A conclusão da venda da Tobis foi comunicada no próprio dia aos trabalhadores da empresa pelo secretário de Estado da Cultura e ocorreu um dia antes da assembleia-geral de accionistas marcada para 24 de Fevereiro.

De acordo com o responsável do ICA, a empresa que adquiriu a Tobis ficará com a "área de negócio de restauro e digital" da mais antiga produtora cinematográfica portuguesa, por um valor "que permitirá liquidar o passivo da empresa perante terceiros".

"Com este negócio procura-se salvaguardar o maior número de postos de trabalho da Tobis, assegurando-se a protecção dos direitos dos trabalhadores", disse fonte do ICA, acrescentando que, "com esta operação, não serão alienados nem o património fílmico, nem os imóveis propriedade da Tobis".

A Tobis - cujos 96,4 por cento do capital eram do Estado - contava com 53 trabalhadores e a empresa que a comprou mantém apenas cerca de metade dos efectivos da empresa.

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