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Correio da Manhã

Cultura
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ARTISTAS OCUPAM TABORDA

É uma situação temporária: até que o espaço Capital, no Bairro Alto, esteja devidamente convertido num Centro de Cultura (conforme a proposta de Jorge Silva Melo à Câmara Municipal de Lisboa), os Artistas Unidos vão ocupar o Teatro Taborda, ao Castelo, com programação regular. O director da companhia, Jorge Silva Melo, diz-se “radiante” por voltar a ter condições para trabalhar.
11 de Setembro de 2003 às 00:00
Miguel Borges em A Festa
Miguel Borges em A Festa FOTO: d.r.
“Temos um tecto e espectadores a telefonarem para marcar bilhetes: era disso que tinha mais saudades.”
A abrir as “hostilidades”, os Artistas Unidos começam hoje a apresentar, em simultâneo, os espectáculos “A Festa”, do siciliano Spiro Scimone, e “Victoria Station”, do britânico Harold Pinter, com sessões marcadas para as 21h30 e para as 22h30.
Antes disso, mais propriamente às 20h30, Silva Melo inaugurará uma livraria e, às 21h00, uma exposição da artista plástica Sofia Areal. Uma pequena amostra do que poderá vir a fazer quando a Capital estiver totalmente operacional. Em princípio, as obras de reconversão terminam em meados de 2005.
“A Egeac, empresa que gere o Teatro Taborda fez um contrato connosco cedendo-nos este espaço durante dois anos. Depois disso, esperamos poder mudarmo-nos para a Capital e começar a apresentar espectáculos no início da temporada de 2005/2006.”
Quanto à transformação da Capital num centro de cultura a ser partilhado por vários criadores, o projecto ainda está a ser avaliado pela CML e por uma comissão de oito especialistas nomeada pela vereadora da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa.
Silva Melo acha que a ideia é óptima. “São pessoas acima de qualquer suspeita. Gostaria até que continuassem a avaliar a programação do centro de Cultura, depois de estar em pleno funcionamento.”
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