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Correio da Manhã

Cultura
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AS CONFISSÕES DE UMA CIUMENTA EM RECUPERAÇÃO

Acto de contrição de uma ciumenta recuperada mas não muito num relato hilariante mas nem sempre é a pedra de toque do novo livro de Laura Zigman: "A Outra".
28 de Agosto de 2003 às 00:00
"O nome dela era Adrienne e eu sabia que tinha aparecido só para me causar problemas", as palavras são de Elsie que com Donald, seu noivo e ex-noivo d' A Outra, completa o triângulo amoroso na base da história... Elsie e Donald têm um primeiro encontro digno de Hollywood e estão a três meses do "sim" quando a ex-noiva com quem partilha a guarda conjunta de Lucy, a cadela, se muda para a mesma cidade, a dois miseráveis quilómetros do casal.
Adrienne segundo Elsie: "Qualquer homem que olhasse para ela, se sentasse à mesa com ela, a visse sair do carro ou num restaurante, partilhasse uma refeição com ela, fizesse sexo com ela, ou simplesmente existisse durante qualquer lapso de tempo nas mesmas proximidades que ela, acabaria por mostrar idêntica expressão patética e igual desespero mudo: amo-te".
A força de Adrienne será por todo o livro a fraqueza de Elsie. Adrienne não age. Não precisa. Elsie age e reage pelas duas, consciente mas possessa, produzindo causas e efeitos, fazendo vítimas. Quem procura sempre encontra... Elsie procura. Acto de contrição, só mesmo na última página: "O que tiver de acontecer, acontece, esteja eu a vigiar ou não".
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