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Correio da Manhã

Cultura
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Bancadas preenchidas na Monumental Celestino Graça

A corrida solidária de touros que teve lugar na tarde de sábado na Monumental Celestino Graça, em Santarém, foi uma tentativa conseguida de reviver uma feira tradicional, levada a cabo pela empresa Aplaudir e pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém, pois o público preencheu quase metade dos 13.500 lugares.
14 de Outubro de 2012 às 17:50
Sónia Matias esteve em bom plano
Sónia Matias esteve em bom plano FOTO: Filipa Couto/Arquivo CM

Luís Rouxinol abriu a corrida com toiro de boa presença de António Silva e esteve à altura do seu prestigiado cartel numa lide perfeita, dando vantagens, variando as sortes e rematando ao seu estilo com segurança e adornos a condizer.

Sónia Matias, em grande forma, teve uma tarde redonda. Entendeu muito bem o de São Martinho, saído em segundo lugar, numa lide com excelente brega, escolha acertada dos terrenos, ferros ao estribo, com verdade e emoção, e remate das sortes com 'toreria' e segurança. Foi assistida devido a um embate do touro, mas daí resultou apenas uma luxação.

Filipe Gonçalves noutro touro de bom comportamento de António Silva e depois de alguns ferros de boa execução, optou pela exibição 'circense' e a coisa foi a menos, ainda que as bancadas apaludissem.

A segunda parte abriu com a prestação do matador espanhol Octávio Chacon, que pouco toureia na sua terra, e que teve pela frente um novilho nobre e suave de Benjumea que lhe permitiu luzimento com capote e muleta numa faena templada, ligada, variada e fortemente aplaudida.

Marcelo Mendes recebeu o de Lampreia numa 'gaiola' com risco e seguiu ao seu estilo, com movimento e empenho, cumprindo a papeleta.

Tomás Pinto esteve diligente e esforçado na lide do de São Martinho, que lhe colocou alguns problemas mas fechou com dois bons ferros.

Ao praticante colombiano Andrés Chica faltaram montadas e saber para resolver os problemas do de Infante da Câmara que fechou a corrida.

Nas pegas distinguiram-se João Machacaz e João Guerreiro (Ribatejo), bem como João Coelho dos Reis e Francisco Montoya, do Aposento da Chamusca. Hélio Lopes e Ricardo Figueiredo, do Montijo, tiveram mais problemas, ao contrário de Lourenço Luzio, que dirigiu com acerto assessorado pelo médico veterinário João Nobre.

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