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Correio da Manhã

Cultura
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Barata deve mais de cinco milhões

Empresa já fechou 11 lojas, devido à contração do mercado. Processo de revitalização permitirá pagar a credores, entre os quais o Estado e bancos.
Teresa Oliveira 23 de Fevereiro de 2015 às 18:37
Grupo já teve 12 lojas. Hoje só resta uma, na Av. de Roma, Lisboa
Grupo já teve 12 lojas. Hoje só resta uma, na Av. de Roma, Lisboa FOTO: Pedro Catarino

Com uma dívida de 5 milhões de euros, a Livraria Barata entrou num Processo Especial de Revitalização, o que lhe permitiu negociar com os credores.

Esta foi a solução encontrada pelos quatro sócios para "evitar o encerramento da empresa e ‘salvar’ os 10 postos de trabalho", diz ao CM José Rodrigues, um dos acionistas da firma que chegou a ter 12 lojas (hoje apenas funciona a da Av. de Roma, em Lisboa).

"Não têm sido fáceis estes últimos anos, com circunstâncias difíceis de resolver. Há sete anos reduzimos a estrutura da empresa, mas a contração de mercado é por demais evidente", esclarece. "Este processo permite que se salde o que há a saldar e também que deixemos de ser permanentemente pressionados". Isto porque, com o plano, os credores vão receber tudo, embora em frações. O pedido de revitalização foi "aprovado em três dias", ressalva José Rodrigues. "Sabemos que estes processos de revitalização têm uma taxa de sucesso de 20% a 30% e nós queremos fazer parte desta percentagem", conclui.

A empresa tem dívidas para com a Segurança Social, Finanças e com instituições bancárias.

Recentemente, a estilista Fátima Lopes também pediu a revitalização da empresa, com dívidas de 1,7 milhões de euros. 

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