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Correio da Manhã

Cultura
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Batalha e Chiado vazios

Museu da Música e Museu Nacional do Teatro atraíram mais eventos.
Teresa Oliveira 16 de Novembro de 2014 às 21:05
O Museu do Chiado, em Lisboa, nunca chegou a ser arrendado
O Museu do Chiado, em Lisboa, nunca chegou a ser arrendado FOTO: Marisa Cardoso

O Museu do Chiado, em Lisboa, e o Mosteiro da Batalha há dois anos que não atraem eventos. Dos 23 edifícios históricos que podem ser explorados para festas, jantares, ações culturais e sociais ou até filmagens, estes não foram arrendados uma única vez, segundo dados cedidos ao CM pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), relativos ao primeiro semestre de 2013 e ao mesmo período de 2014. Ainda assim, o número total de cedências dos espaços passou de 441 para 498. Os preços de aluguer, recorde-se, variam entre 50 euros e os 40 mil euros.

O Museu Soares dos Reis, no Porto, cativou menos eventos, passando de 54 para 33 arrendamentos em 2014. Já a Torre de Belém, um dos espaços mais caros – entre 1500 e 7500 euros –, não foi utilizada uma única vez este ano. No primeiro semestre de 2013 foi arrendada três vezes.

Pelo contrário, o Museu Grão Vasco, em Viseu, mais do que quintuplicou os arrendamentos, passando de sete no primeiro semestre de 2013 para 37 nos mesmos meses deste ano. Ainda assim, o Museu da Música e o Museu Nacional do Teatro, ambos na capital, foram os que atraíram mais eventos. O primeiro passou de 50 para 72 alugueres, enquanto que o segundo passou de 61 para 81.

O Museu do Traje e o Palácio Nacional da Ajuda também estão entre os favoritos. Ambos foram arrendados mais 11 vezes no primeiro semestre de 2014. Os museus de Arqueologia e de Etnologia registaram, respetivamente, 28 e 50 alugueres em 2014, o mesmo número no período anterior.

A DGPC não revelou as receitas realizadas com o arrendamento destes espaços.

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