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Correio da Manhã

Cultura
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BERRY BORRALHEIRA

Foi a primeira actriz negra a ganhar um Óscar pelo excelente desempenho em ‘Monster’s Ball’ (’Depois do Ódio’), em 2001, mas ficou o amargo de boca de que era um troféu politicamente correcto no mesmo ano em que também Denzel Washington foi premiado com o troféu máximo de Hollywood, como que a compensar algum ‘racismo’ da Academia.
30 de Setembro de 2004 às 00:00
Ainda assim, é inquestionável que Halle Berry tem talento, mesmo que não seja o suficiente para convencer no papel de uma mulher-gata e heroína na luta contra o mal, tal como surge em ‘Catwoman’, o filme de Pitof (’Vidocq’, 2001).
Nota mais alta para o arranque da película, em que a transformação de comum mortal a felina deixa antever um desenvolvimento mais auspicioso que, afinal, não se concretiza.
Além de os seus miados não serem realistas, Halle também não maneja com a destreza esperada o chicote que a assessoriza. E, como se não bastasse, as lutas em estilo aracnídeo são muito virtuais (abundam os efeitos especiais e os truques de computador), a tal ponto que, dizem os críticos, a ‘Catwoman’ está cada vez mais distante do personagem de BD que a inspirou e, depois de Michelle Pfeiffer (em ‘Batman’), já não há mais gatas como antigamente.
Salva-se Sharon Stone, aqui no papel da terrífica vilã que não olha a meios para comercializar o seu elixir da juventude. Aos 46 anos, a actriz prova que, mesmo depois de uma afastada do grande ecrã, não perdeu o jeito. Em ‘Catwoman’ posa num estilo muito Glenn Close que lhe assenta como uma luva.
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