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Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra reabre após obras de restauro

Intervenção foi realizada no âmbito do PRR. Obras de restauro decorrem ainda na basílica do palácio.

12 de janeiro de 2026 às 15:17

A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra reabriu na sexta-feira, depois de concluídas as obras de restauro, disse esta segunda-feira o presidente da câmara municipal, responsável pela intervenção.

O autarca Hugo Moreira Luís afirmou à agência Lusa que "a parte das obras da biblioteca está concluída e a biblioteca reabriu na sexta-feira".

Por seu lado, em comunicado, a Museus e Monumentos de Portugal (MMP) referiu que "visitantes e investigadores poderão novamente aceder a um dos núcleos mais emblemáticos do Palácio".

"A intervenção realizada, no âmbito do PRR, integrou um esforço de valorização do monumento, com o objetivo de reforçar as condições de segurança, preservação e fruição deste espaço único do património nacional e mundial", acrescentou a empresa pública, que realçou o novo sistema de iluminação.

A biblioteca acolhe, no dia 24, a primeira de um ciclo de conferências promovido pelo Palácio Nacional de Mafra, pelo Centro de História da Universidade de Lisboa e pela Associação dos Amigos do Palácio de Mafra.

A iniciativa procura destacar o papel dos jovens investigadores e apresentar temas relativos à História de Portugal, evidenciando a relação e o contexto com a própria história do monumento de Mafra.

A primeira conferência intitulada "Os bastidores do poder: a diplomacia no reinado de D. João V" é da responsabilidade da investigadora Sónia Borges, do Centro de História da Universidade de Lisboa.

As obras de restauro decorrem ainda na basílica do palácio.

A empreitada, que abrange as obras de conservação e restauro da basílica e biblioteca, têm um orçamento de 2,8 milhões de euros.

Uma outra intervenção, no montante de 2,9 milhões de euros, está em curso com o intuito de conservar e reabilitar a envolvente e os claustros do palácio.

Ambas as empreitadas são financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir pelo rei João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal.

Os seis órgãos históricos, a biblioteca e o maior conjunto sineiro do mundo composto por dois carrilhões e 119 sinos, repartidos por sinos das horas, da liturgia e dos carrilhões, assim como as coleções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa constituem o património mais importante.

O monumento alberga o Museu Nacional da Música, com uma das mais ricas coleções da Europa de instrumentos musicais, com um acervo composto por mil instrumentos dos séculos XVI ao XX, de tradição erudita e popular.

O Palácio Nacional de Mafra foi classificado como Património Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em julho de 2019.

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