Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
1

Blunt sedutor na noite lisboeta

Um James Blunt muito divertido e bem-disposto ofereceu ontem às suas admiradoras uma noite plena de festa e de romantismo. E houve ainda tempo para o cantor se atirar para o meio da plateia, para gáudio das suas fãs.
17 de Outubro de 2011 às 01:00
James Blunt não se furtou a uma amostra do calor humano das suas admiradoras portuguesas
James Blunt não se furtou a uma amostra do calor humano das suas admiradoras portuguesas FOTO: Diogo Pinto

A pop quente e introspectiva de Blunt fez esconder por momentos os desgostos de amor e os desafios da vida. Sem precisar de grandes artifícios, o antigo oficial do Exército britânico foi recebido por um imenso abraço pelas 3.500 pessoas que encheram o Coliseu de Lisboa a noite passada. ‘So Far Gone’ e ‘Dangerous’, retirados de ‘Some Kind of Trouble’, o seu último trabalho, revelou a legião de fãs que o cantor já tem no nosso país, ao mostrarem que conheciam de cor as letras das suas canções.

 

Descontraído e sempre de sorriso aberto, reconhecível de quem está a adorar o momento, avançou para ‘Billy’ de guitarra acústica em punho. ‘Wisemen’, um dos momentos mais conseguidos da noite, mostrou o ex-militar a pedir desculpa por não saber “uma única piada em português”. “Mas sei espanhol”, acrescentou, quase sendo surprendido pelo burburinho que se gerou de imediato. Nada de grave para uma plateia composta por inúmeros casais jovens e grupos de mulheres nos ‘entas’. O romance estava no ar, num ambiente de festa sem resvalar para a pieguice.

 

‘Goodbye, My Lover' foi cantado em coro do princípio ao fim, enquanto o britânico tocava piano em tom emocionado, logo seguido por um revigorado ‘High’. ‘If Time Is All I Have’, já na fase final do concerto, foi a última canção dedicada a todas as raparigas apaixonadas, afirma de sorriso aberto, antes de dedicar ‘Turn Me On’, em tom de gozo, “a todos os rapazes que foram arrastados para aqui pelas namoradas”.

 

“Meninas, tenho uma canção muito especial para vós”, atira para uma multidão em verdadeiro delírio, que abafa, literalmente, a voz do cantor em ‘You’re Beautiful’. A festa está na fase derradeira, mas há ainda tempo para os devaneios de ‘So Long, Jimmy’. Nem de propósito, em ‘I’ll Be Your Man’, Blunt é levado pelo entusiamo e desce à plateia. Empoleirado em cima das grades, mergulha para os braços que o chamam e faz uma “pequena” viagem por cima das cabeças das dezenas de pessoas que se aglomeravam em frente ao palco.

 

Uma pateada ensurdecedora clama pela presença de Blunt quando abandona a sala. A noite tropical convida a mais folia e ninguém arreda pé. Curto o ‘encore’ com ‘Stay the Night’, mas é em ‘1973’, novamente com o cantor ao piano a orquestrar as vozes dos fãs que a loucura chega ao auge. O cantor sobe para cima do piano e, como um verdadeiro surfista, embala na onda que cresce a partir da plateia. Quase histérico o final, com Blunt a pedir a todos um gigantesco ‘smile’ para a fotografia que irá fazer parte do seu álbum de recordações.

JAMES BLUNT CONCERTO COLISEU LISBOA MÚSICA
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)