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Correio da Manhã

Cultura
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BRASILEIRO ABRE FESTIVAL DA FIGUEIRA

O filme brasileiro "Madame Satã", acerca da convivência racial no Brasil da década de 30, abre dia 5 de Setembro a XXXI edição do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz (FICFF).
27 de Agosto de 2002 às 00:02
Da autoria de Karim Ainouz, realizador que estará presente no certame, o filme "gira em torno do universo dos cidadãos negros do Rio de Janeiro", segundo disse à agência Lusa José Vieira Marques, director do certame. Além de "Madame Satã", a cinematografia brasileira estará representada na selecção oficial a concurso com "As Três Marias".

Em estreia internacional, o FICFF apresentará, também na selecção oficial, "Ho Yuk" (”Vamos Gostar de Hong Kong”), sobre "quatro mulheres à procura da sua identidade na grande metrópole".

A concurso estarão ainda fitas como "Sussuros de Palermo" (Wolf Gaudlitz, Alemanha) e "L’ultime lezione", do italiano Fabio Rosi, considerado "um testemunho corajoso das relações entre políticos e o dinheiro”.

Na secção "Meias Noites da Figueira da Foz", serão apresentadas as três mais recentes obras do alemão Peter Sempel.

Dedicada ao cinema português, a "Jornada Portugal", a decorrer durante o primeiro fim-de-semana do evento, apresentará 20 filmes, entre curtas e longas metragens e vídeo.

Novidade absoluta nesta edição será a presença, em colaboração com o realizador alemão Wolf Gaudlitz, de um camião-cinema destinado, de acordo com o director do certame, "a proporcionar sessões ao ar livre (em número de cinco e a partir de 10 de Setembro) em diversos locais da Figueira da Foz e arredores, gratuitas e abertas a todo o público".

"É uma forma de divulgação do cinema", concluiu Vieira Marques.
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