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Correio da Manhã

Cultura
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Bulhosa quer regularizar situação de trabalhadores

A administração da Bulhosa Livreiros manifestou-se "profundamente empenhada em regularizar no mais curto espaço de tempo possível" a situação nas livrarias que detém, cujos trabalhadores estão em greve esta sexta-feira.
17 de Fevereiro de 2012 às 13:01
Empresa refere ainda que "se tem pautado, ao longo dos anos, pelo cumprimento de todas as suas obrigações"
Empresa refere ainda que 'se tem pautado, ao longo dos anos, pelo cumprimento de todas as suas obrigações' FOTO: Tiago Sousa Dias

Em comunicado enviado à agência Lusa, a administração da Bulhosa Livreiros reconheceu que a empresa não é alheia à "conjuntura [económica] que é adversa" e às suas consequências, justificando assim o atraso no pagamento dos salários.

Os trabalhadores das livrarias Bulhosa convocaram uma greve para hoje, em protesto pelo atraso no pagamento dos salários de Dezembro e Janeiro, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços.

O sindicalista António Santos disse à Lusa que cerca de 50 trabalhadores das livrarias de Lisboa, Porto, Linda-a-Velha, Oeiras e Cascais pedem à direcção da empresa que "os encare de outra forma e que procure caminhos para ultrapassar a situação".

"A Bulhosa Livreiros compreende o transtorno que esta situação implica para os seus colaboradores e está profundamente empenhada em regularizá-la no mais curto espaço de tempo possível", escreve a administração em comunicado.

A empresa refere ainda que "se tem pautado, ao longo dos anos, pelo cumprimento de todas as suas obrigações" e que "tem todas as condições para ultrapassar a crise em que o país vive".

O caso de incumprimentos laborais e salários em atraso foi denunciado pelos trabalhadores em Outubro passado, através do Facebook.

Numa página oficial, intitulada ‘Os ordenados em atraso da Bulhosa’, lê-se: "A péssima gestão que é feita pela administração das livrarias Bulhosa leva a que os seus funcionários tenham constantemente os ordenados em atraso. Esta situação dura há mais de dois anos e tem vindo a agravar-se de mês para mês."

A Bulhosa Livreiros pertence ao Grupo Civilização, que detém também a editora Civilização, segundo informações da página oficial desta editora.

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