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Correio da Manhã

Cultura
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‘Cabaret’ com êxito garantido

Sexo, paixão e intriga política. Amor, ternura e, acima de tudo, grandes canções e muito humor. ‘Cabaret’ – musical que estreia hoje, às 21h30, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, onde cumprirá uma carreira de mais de três meses – tem tudo o que é preciso para ser um grande êxito.
10 de Setembro de 2008 às 00:30
Ana Lúcia Palminha tem o papel que Liza Minnelli assegurou no cinema
Ana Lúcia Palminha tem o papel que Liza Minnelli assegurou no cinema FOTO: Mariline Alves

E depois da inteligente ‘campanha publicitária’ chamada ‘À Procura de Sally’ – programa que os portugueses acompanharam na RTP – é pouco provável que Diogo Infante falhe o sucesso popular. Será a despedida em grande do teatro que dirigiu durante pouco mais de dois anos e que abandona para abraçar novos desafios (embora o convite para director artístico do Teatro Nacional D. Maria II continue sem confirmação oficial).

Claro que com a expectativa criada em volta da personagem Sally Bowles, assim que o pano sobe todos os olhos se viram para Ana Lúcia Palminha, actriz que desempenha o papel que fez brilhar Liza Minnelli em 1972, no filme de Bob Fosse. No elenco, porém, há vários nomes sonantes.

Henrique Feist, actor nascido para fazer musicais, é o anfitrião que nos guia através da trama, comentando os seus momentos mais marcantes. Uma figura hiper-sexualizada, entre anjo e demónio, à qual o actor empresta grande intensidade. Para ser absolutamente justo, ele é tão protagonista do espectáculo quanto Sally.

Depois há Isabel Ruth, que se estreia em musicais e prova que sabe cantar; Fernando Gomes e Pedro Laginha. De todos o encenador diz ter orgulho – e tem razões para isso.

O espectáculo, que dura umas boas duas horas e meia, acompanha-se com prazer – e surpresa – do princípio ao fim, para o que contribuem também a música (direcção de Ruben Alves), a coreografia (Marco De Camillis) e as canções (adaptação de letras de Ana Zanatti).

Da ‘estrela’ Ana Lúcia Palminha, para provar que é boa actriz só precisava de cantar, como o faz, ‘Cabaret’. Depois de Sally perder um filho. De arrepiar.

DISCURO DIRECTO

"SATISFAZ-ME BASTANTE", Diogo Infante - Encenador de ‘Cabaret’

Correio da Manhã – Este é o seu primeiro musical. Haverá outros?

Diogo Infante – Não sei dizer. Há peças que gostaria de fazer, mas não musicais. Este apetecia-me pela pertinência política: apela a que tomemos uma posição perante a injustiça. Antes que seja tarde.

– Está contente com o elenco?

– Muito. Toda a gente vai ver que a Ana Lúcia Palminha é uma actriz extraordinária. Por isso a escolhi. Eu queria grandes actores, mais do que grandes cantores.

– E do musical como um todo?

– É uma leitura própria, diferente, e satisfaz-me bastante. E há muito tempo que não vivia um processo criativo tão compensador.

 

 

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