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Correio da Manhã

Cultura
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CALCANHOTO LANÇA ÁLBUM INFANTIL

Adriana Calcanhotto vai estar em Mafra no próximo dia 9 no âmbito do festival CoolJazzFest, ontem, porém, procedeu ao lançamento simultâneo em Portugal e no Brasil de um novo álbum. Original e, contudo, sem inéditos.
29 de Junho de 2004 às 00:00
‘Adriana Partimpim’, diminutivo carinhoso que ganhou do pai enquanto criança, é um trabalho integralmente constituído por versões de temas em regra conotados com o público infantil mas não necessariamente... Por aqui passa uma dezena de canções e nem falta uma portuguesa: ‘Formiga Bossa Nova’, poema de Alexandre O’Neil com música de Alain Oulman, interpretada por Amália nos anos 60, é aqui reinterpretada por Adriana e o guitarrista português António Chaínho.
ousar a diferença
Sempre munida do violão que, desde a primeira hora, lhe assegura a imagem de marca, Adriana prossegue o alinhamento de ‘Adriana Partimpim’ com temas como ‘Fico Assim Sem Você’ (primeiro single do álbum), da dupla Claudinho & Buchecha. Mas há mais, por exemplo, ‘Lig-Lig-Lig-Lé’, uma marcha de Carnaval datada de 1937 ou ‘Lição de Baião’, de Baden Powell em 1961 e ainda ‘Saiba’ de Arnaldo Antunes ou ‘Ciranda da Bailarina’, de Edu Lobo e Chico Buarque. “O artista jamais deve ser prisioneiro de si mesmo, prisioneiro do estilo, prisioneiro da reputação, prisioneiro do sucesso”, escreve Adriana no ‘site’ da sua página oficial, citando o pintor Matisse para, com ele, justificar esta aposta num trabalho diverso daquele com que já conquistou o seu público. Risco grande mas calculado: o de ousar a diferença do que já é receita garantida, sucesso em caixa.
‘Adriana Partimpim’ sucede a álbuns como ‘Cantada’ (2002) e ‘Público’ (2000), este, gravado ao vivo e aquele com que conquistou os portugueses. E antes destes, houve ‘Marítimo’ (1998) e ‘A Fábrica do Poema’ (1994), ‘Senha’ (1992) e ‘Enguiço’ (1990).
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