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Correio da Manhã

Cultura
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Calor e crise afectam Corrida do Colete Encarnado

Já é lugar comum dizer-se que as festas já não são o que eram. Sem falsos saudosismos há que reconhecer que o cartel estava bem montado e à altura de uma festividade muito especial, mas o calor e a crise tiraram público à corrida do Colete Encarnado, que decorreu no domingo em Vila Franca de Xira.
5 de Julho de 2010 às 17:07
João Moura numa foto de arquivo
João Moura numa foto de arquivo FOTO: Pedro Catarino

Eram seis toiros de Oliveira Irmãos, desiguais em comportamento e tipo. Complicados, no geral, os 'quatreños' saídos para o toureio a cavalo e mais suaves e toureáveis os dois saídos para o matador espanhol Ruben Pinar.

Este último, apesar de uma 'voltareta' aparatosa, no final da faena ao terceiro, esteve bem com ambos aproveitando excelentemente o piton direito do que fechou praça e chegou ao público com lances de capa variados e vistosos e um toureio fácil com a muleta.

Em tarde negativa esteve 'maestro' João Moura que se desentendeu com o que abriu praça e não conseguiu redimir-se no quarto, que apresentou problemas demais para uma tarde infeliz.

António Telles recebeu o segundo, mais codicioso, 'à porta gaiola' e parecia que as coisas iriam a mais mas tudo se ficou pelo suficiente. O quinto, sempre a recarregar e com 'muita pata', colocou problemas que António Telles foi resolvendo com experiência mas sem o brilho habitual. Acontece.

Ficou alguma emoção e espectáculo para os Amadores de Vila Franca, com pegas difíceis de  Ricardo e Pedro Castelo, outra valente de Ricardo Patusco e outra monumental de Márcio Francisco. Ricardo Pereira dirigiu sem alardes uma corrida tradicional.

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