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Correio da Manhã

Cultura
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Canadiana Feist embalou lisboetas

Uma cantora, uma guitarra eléctrica, uma caixa de ecos e um sintetizador. Estes foram os ingredientes perfeitos para o concerto encantador realizado segunda-feira, no Fórum Lisboa.
27 de Julho de 2005 às 00:00
Feist dedicou à capital portuguesa o tema ‘Lisbon Lullaby’
Feist dedicou à capital portuguesa o tema ‘Lisbon Lullaby’ FOTO: Vítor Mota
Tratou-se da estreia em Portugal da canadiana Feist, que finalmente deu o espectáculo que esteve marcado para 9 de Maio mas que foi adiado devido a reformulação de toda a sua digressão europeia.
Enchendo o espaço lisboeta com a sua voz e o som excelente da guitarra, a cantora mostrou a sua música original que se enquadra num género muito próximo do chamado ‘blues branco’.
Com uma voz que se situa algures entre as de Norah Jones e da sua veterana compatriota Joni Mitchell, Feist conseguiu que o público, que quase encheu o recinto, se rendesse aos seus encantos, graças, sobretudo, à forma simples como se lhe dirigiu.
No que diz respeito à música, Feist faz-se acompanhar de uma sofisticada caixa de vozes que ocupa a vez dos coros e apresenta as linhas de baixo gravadas em sintetizador. Mas o que sobressai do conjunto é mesmo a voz da cantora, quer pela qualidade da interpretação quer pela pureza que apresenta.
Com a sala sempre às escuras, Feist, que vestia um fato branco, esteve apenas fracamente iluminada em tons de vermelho e azul o que conferiu ao espectáculo um tom bastante intimista.
Ao longo do concerto de uma hora, Feist interpretou temas do último CD ‘Let It Die’ e algumas canções novas, todas de estética manifestamente folk, muito bem arranjadas para a situação de voz e guitarra.
A pedido do público, Feist voltou ao palco por duas vezes, numa das quais telefonou a uma cunhada açoriana para ela ouvir a assistência a entoar ‘Malhão, Malhão’. Momentos de empatia que culminaram com ‘Lisbon Lullaby’, uma canção de embalar dedicada a Lisboa.
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