A notícia chegou sem surpresa: o actor norte-americano Paul Newman morreu na sexta-feira, aos 83 anos, vítima de cancro de pulmão. <br/><br/>
Qualquer outro cenário era improvável desde Agosto, quando um dos mais lendários actores de cinema de sempre trocou o hospital pela sua casa, em Westport, no Connecticut (EUA), de modo a passar o tempo que lhe restava com a família. Ao lado teve a mulher, Joanne Woodward – que dirigiu em três filmes e com quem esteve casado meio século –, e as suas cinco filhas. Um filho mais velho, do primeiro casamento, faleceu em 1978 devido a uma overdose acidental.
O adeus de Paul Newman às gerações de fãs que o seguiram durante décadas começou em Maio de 2007, quando anunciou que nunca mais representaria. "Não sou capaz de continuar a trabalhar ao nível que desejaria", disse em entrevista à ABC, dois anos depois de ter recebido um Emmy pela mini-série ‘Empire Falls’. Ainda emprestou a voz à animação ‘Cars’, mas o último capítulo ‘oficial’ da sua história na Sétima Arte foi ‘Caminho para a Perdição’ (2002), de Sam Mendes, que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário
Foi a décima e última nomeação de um actor que por sete vezes viu outros levantarem-se e irem buscar a estatueta dourada que só lhe foi entregue em 1986, com ‘A Cor do Dinheiro’. Além deste prémio ainda recebeu outros dois óscares honorários, o último como recompensa pela sua filantropia. Os lucros da sua empresa de produtos alimentares Newman’s Own revertem para obras de caridade.
O actor conhecido pelos seus olhos azuis nasceu no Ohio em 1925 e depois de servir na Marinha durante a II Guerra Mundial estudou representação no Actor’s Studio de Nova Iorque ao lado dos seus contemporâneos James Dean e Marlon Brando. Começou no teatro e na televisão, conquistando a crítica como o pugilista Rocky Graziano, em ‘Marcado pelo Ódio’ (1956). Seguiram-se dezenas de papéis inesquecíveis, mas preferiu afastar-se de Hollywood. Além do activismo político que lhe valeu o ódio de Richard Nixon, ganhou nos anos 70 um amor às corridas de automóveis que manteve até ao fim.
UM HOMEM PARA TODAS AS ESTAÇÕES
Foi uma das últimas estrelas dos anos dourados de Hollywood mas nunca se recusou a correr riscos. Tanto na carreira como nas pistas de automóveis.
1945
Cumpre o serviço militar no porta-aviões USS Bunker Hill. Por sorte não se encontra a bordo quando dois kamikaze japoneses causam a morte de 346 soldados americanos
1958
Primeira nomeação para o Óscar como Brick Pollitt, um alcoólico que resiste aos avanços da mulher (Elizabeth Taylor), em ‘Gata em Telhado de Zinco Quente’, adaptação da peça de Tennessee Williams
1963
Dá corpo a um rebelde sem causa e com 'alma de arame farpado' no filme 'Hud'. Recebe em troca a terceira nomeação da Academia de Hollywood
1969
Ao lado de Robert Redford reinventa as lendas do Velho Oeste em ‘Dois Homens e um Destino’, interpretando o mítico fora-de-lei Butch Cassidy
1979
Termina em segundo lugar as 24 Horas de Le Mans, ao volante de um Porsche. É um dos seus grandes momentos enquanto corredor de automóveis
1986
Recebe finalmente o Óscar com ‘A Cor do Dinheiro’, filme de Martin Scorsese em que, ao lado de Tom Cruise, retoma 25 anos depois a personagem do jogador de bilhar Fast Eddie Nelson
1990
Entra no filme ‘Mr. e Mrs. Bridge’, ao lado de Joanne Woodward, sua segunda mulher, com quem estava casado desde 1958
2002
A sua interpretação do gangster John Rooney em ‘Caminho para a Perdição’ vale-lhe uma última nomeação, chegando às dez. Desta vez na categoria de Actor Secundário
26 de Setembro de 2008
Morre em casa, vítima de cancro de pulmão. Pedira em Agosto para sair do hospital onde estava internado
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