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Correio da Manhã

Cultura
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CANTAR A ALEGRIA E O PRAZER

Tal como tinha prometido há meses, por ocasião da inauguração do novo Teatro Aberto, João Lourenço faz hoje o “baptismo operático” da Sala Azul estreando, a partir das 21h00, a ópera “Albert Herring”, de Benjamin Britten.
30 de Junho de 2002 às 21:49
A direcção musical da peça é da responsabilidade do maestro João Paulo Santos e no elenco estarão - conforme o programa deste novo espaço para a música - só cantores portugueses: Ana Ester Neves, Ana Cosme, Ana Paula Russo, Carlos Guilherme, Catarina Wallenstein, Helena Afonso, João Miranda, Luís Rodrigues, Mariana Ferreira, Mário João Alves, Mário Redondo, Susana Teixeira e Tomás Wallenstein.

O objectivo, explica João Lourenço, é dar a oportunidade aos cantores líricos nacionais de mostrarem o que valem, num país onde o mercado de trabalho nessa área é escasso e irregular.

“Temos todas as vozes, é possível realizar qualquer ópera com um elenco exclusivamente nacional. Só é preciso descobrir as pessoas e pô-las a trabalhar”, disse à Lusa.

ROMPER COM A TRADIÇÃO

A acção de “Albert Herring” decorre numa pequena cidade inglesa no início do século XX. Aí, um júri composto pelas personalidades mais influentes da comunidade local reúne--se para eleger a rapariga mais virtuosa da cidade, para ser coroada a Rainha de Maio.

No entanto, nenhuma jovem parece reunir os requisitos necessários para merecer tal distinção. O júri não tem alternativa senão dar o prémio a um rapaz chamado Albert Herring e que é um autêntico modelo de virtudes.

O problema é que nem toda a gente estará disposta a aceitar esta quebra com a tradição e o rapaz vai ter de se confrontar com uma dura resistência por parte de algumas pessoas...

ALTERNATIVA BARATA

Uma das grandes novidades deste projecto do Aberto - que assim se institui como alternativa às temporadas do Teatro Nacional de São Carlos - é que os bilhetes para esta ópera são mais baratos do que o habitual. Custam apenas 25 euros - um preço acessível à maior parte dos bolsos.

Senão com grande regularidade, pelo menos de vez em quando.

João Lourenço explica que lhe é possível praticar este preço devido ao empenho de toda a equipa, pois só este espectáculo teve um custo superior ao valor total do subsídio concedido pelo ministério da Cultura para toda a temporada musical de 2002: 125 mil euros (25 mil contos).

“Albert Herring” fará novas récitas nos dias 3, 4, 8 e 9 deste mês, às 21h00, e no dia 7, domingo, às 16h00.
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