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Correio da Manhã

Cultura
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Cargaleiro rende 600 mil

Duas horas bastaram para que 132 peças de Cargaleiro a leilão voassem e rendessem qualquer coisa como 600 mil euros. O acontecimento, inédito, teve lugar, quarta-feira, no Palácio do Correio Velho, em Lisboa.
16 de Dezembro de 2004 às 00:00
Uma das obras arrematadas
Uma das obras arrematadas
Entre desenhos e guaches, óleos e cerâmicas, as peças, oriundas da colecção particular do antigo embaixador brasileiro em Portugal, Ernesto Ferreira Carvalho, deixavam adivinhar o sucesso da iniciativa, mas não a sua dimensão. Entre as peças mais licitadas destaque para ‘Le Jardin Nocturne’, um óleo sobre tela de 1960, arrematado por 37 mil euros.
Naquele que foi o maior leilão de sempre de tão conceituado artista português contemporâneo, algumas obras foram acesamente disputadas. Uma delas, ‘Faz Nova Cinza’, de 1962, valorizou 93 por cento face ao preço base de licitação.
Entretanto, quem não pôde ir ao leilão, pode consolar-se com a exposição ‘A Cerâmica na Arquitectura’, patente até Março de 2005, no Monte Seis Reis, próximo de Estremoz. Segundo o presidente da Associação Portuguesa de Museologia, António Nabais, a mostra de Cargaleiro pretende “chamar a atenção para a importância da aplicação do azulejo na arquitectura portuguesa”. “Os revestimentos cerâmicos produzidos há já mais de meio século, têm reforçado a identidade cultural portuguesa nesta disciplina decorativa”, referiu.
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