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Casa da Música perde produção

Borges Coelho, um dos administradores demissionários da Casa da Música, afirmou ontem, ao CM, que os trabalhadores da instituição "preparam-se para uma segunda edição do que aconteceu no Teatro Rivoli", que perdeu a produção própria por falta de dotação financeira. O maestro marcou presença no protesto dos músicos, que atuaram na estação da Trindade, no Café Guarani, no Hard Club e na marginal de Matosinhos, terminando na praça da Casa da Música, em defesa da instituição, depois de o Governo confirmar o corte de 30 por cento no financiamento.

18 de março de 2013 às 01:00

"O Governo não percebe a importância do que se faz ali e, como não tem essa consciência, age em conformidade", acrescentou Borges Coelho, que teme que a capacidade de iniciativa da ‘Casa' seja cada vez menor.

É esse, aliás, o drama dos trabalhadores, e Pedro Marques, músico, é apenas uma das muitas vozes preocupadas: "Espero que não se chegue a um patamar em que não seja possível a Casa da Música funcionar mais. Não se põe em causa o funcionamento de uma instituição como esta por um milhão de euros." Eva Simões concorda: "A cultura foi arrasada. Temos cada vez menos trabalho. Isto vai de mal a pior."

A manifestação contou com o Coro, o Remix Ensemble e a Orquestra Jazz de Matosinhos, mas teve apoio de vários políticos. Paulo Rangel (PSD), Manuel Pizarro (PS), Rui Moreira (independente) e José Soeiro (Bloco de Esquerda) criticaram o corte previsto, superior à redução de 20 por cento prometida pelo anterior secretário de Estado.

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