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Correio da Manhã

Cultura
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CASA ROUBADA, TRANCAS À PORTA

O Museu Munch de Oslo, na Noruega, encerrou ontem para melhorar o sistema de segurança, duas semanas após o roubo de uma das mais famosas obras do Mundo, ‘O Grito’.
7 de Setembro de 2004 às 00:00
“Vamos instalar um novo dispositivo de segurança, que já estava previsto antes do roubo dos quadros de Edvard Munch, mas só agora concluímos as negociações com os fornecedores”, disse a directora das colecções de arte do município de Oslo, Lise Mjoes.
De acordo com a responsável, a instalação do dispositivo estava inicialmente prevista para acontecer por etapas nos últimos meses deste ano, mas por causa do roubo será feito de uma só vez, levando ao encerramento do espaço durante três semanas.
A direcção do museu tem sido alvo de muitas críticas após o roubo, a 22 de Agosto, das obras ‘O Grito’ e ‘Madonna’, do pintor norueguês Edvard Munch. Levado a cabo em plena luz do dia, este foi o primeiro assalto à mão armada numa galeria na Noruega, facto que levantou interrogações sobre a ingenuidade dos noruegueses e a segurança muito branda de obras de arte naquela tranquila nação nórdica.
Os quadros não tinham seguro contra roubo mas apenas contra incêndio e estragos provocados por água.
Entretanto, os investigadores declararam que a qualidade das imagens das câmaras de vídeo vigilância é tão má que não serve para identificar os ladrões.
Até à data, a polícia norueguesa não fez qualquer detenção e as pinturas continuam desaparecidas.
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