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Correio da Manhã

Cultura
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CATARINA SUSPENSA DE FUNÇÕES NA SPA

Catarina Rebello suspensa de funções! A decisão foi tornada pública na primeira Assembleia Geral da nova direcção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), gorando a ameaça de moção de desconfiança preconizada pela ex-adjunta da administração e actual responsável pela área de relações internacionais.
19 de Dezembro de 2003 às 00:00
O anúncio, feito na quarta-feira, foi recebido com “o insulto pouco digno da instituição e dos seus associados”, mas os ânimos alterados não são novidade nestas maratonas de horas e esta não foi excepção. A ordem de trabalhos era pacífica (apresentação dos novos corpos gerentes e aprovação do Plano e Orçamento) mas os vencidos estão longe de estarem convencidos... Apesar disso, o orçamento da SPA para 2004 foi aprovado com 108 votos a favor, 16 abstenções e 22 contra.
Horas depois, Manuel Freire reunia os jornalistas num encontro informal em que afirmou que nem tudo está bem mas vai melhorar.
A situação financeira é má e a prometida auditoria está em curso mas sem resultados, não há estratégias de intervenção e “à dívida fiscal de IRS, herdada da anterior administração, acresce a de IRC”. Preocupados com o IRS a repor andam, sobretudo, os administrativos mas Manuel Freire não exclui a hipótese do faseamento da dívida em prestações mensais proporcionais às remunerações.
LOBO ANTUNES ENTRA
Mas a estabilidade é possível e a prová-lo, novo sócio: Lobo Antunes, recebido como “um inequívoco sinal de estabilidade”. Desde a tomada de posse, em Setembro, entraram 154 novos membros, 14 passaram de administrados a cooperadores e só um saiu: Saramago.
E, entre as novidades, conta-se a alteração do número limite de votos por delegação de dez para três, a revisão estatutária, a regulamentação da atribuição de adiantamentos, o investimento na área de recursos humanos, nomeadamente, na carreira e formação e ainda a restruturação orgânica da sociedade. Neste contexto surge o cargo de secretário-geral, atribuído a Almeida Fernandes (advogado que acompanhou a candidatura de Manuel Freire), com funções de orientação e acompanhamento jurídico. O objectivo maior é reforçar a componente mutualista em detrimento da casuística e o primeiro acto público já aconteceu, com a celebração do protocolo de cooperação com a Casa da Imprensa.
"CULPADO SÓ DA FALTA DE TEMPO"
Em entrevista ao semanário ‘Independente’, Catarina Rebello acusou Manuel Freire de, entre outras coisas, ganhar mais por mês do que alguma vez sonhou ganhar por ano e ainda de estar instalado num hotel pago pela SPA.
Em resposta, Manuel Freire diz-se “culpado só da falta de tempo. Ganho menos do que pelo menos um dos directores. Estou em Lisboa ao serviço da SPA, é justo (e de lei) que as despesas sejam custeadas pela entidade empregadora... Se não insistisse, nem comentava!”.
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