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Correio da Manhã

Cultura

Cavalo lusitano leva multidão à Golegã

Franca e castiça como nenhuma outra em Portugal, a Feira Nacional do Cavalo está de volta à Golegã, assentando arraiais até ao próximo domingo, dia 16. Além das exibições e das provas desportivas, o certame é ainda ponto de encontro obrigatório para as melhores coudelarias e para os grandes criadores nacionais e internacionais.

9 de Novembro de 2008 às 00:30
Cavaleiros e amazonas passeiam-se a cavalo pelo largo do Arneiro, o centro da festa ribatejana
Cavaleiros e amazonas passeiam-se a cavalo pelo largo do Arneiro, o centro da festa ribatejana FOTO: Paulo Cunha, Lusa

Neste evento, cruzam-se as mais genuínas tradições populares, ligadas a uma ruralidade ancestral que vai desaparecendo, com o melhor do mundo equestre. E se há exemplares puro-sangue montados por cavaleiros e amazonas trajados a rigor, há também assadores de castanhas espalhados pelo largo do Arneiro, centro nevrálgico da festa, e muita água-pé para provar por estes dias.

Olhando para o programa oficial da XXIII Feira, destacam-se os numerosos espectáculos e provas equestres e também a conferência sobre o panorama equestre nacional, agendada para quarta-feira, em que participam alguns dos melhores criadores e responsáveis associativos deste sector.

Uma das principais novidades tem a ver com a integração das comemorações do centenário da morte do rei D. Carlos, por proposta da Fundação D. Manuel II.

"Achámos muito pertinente associarmo-nos às comemorações desta efeméride, porque o rei D. Carlos foi um apaixonado por cavalos, um exímio cavaleiro e um grande criador", disse o presidente da Câmara da Golegã, Veiga Maltez, salientando que, "mais do que o monarca, importa descobrir as facetas de cientista, diplomata, estadista e grande apaixonado pelo campo e pelo mundo rural".

Para o autarca, o certame "impôs-se pelo seu conteúdo e substrato", sendo cada edição "uma cópia aumentada e corrigida" da anterior. "Queremos uma simbiose entre tradição e modernidade, e isso é que tem de ser sempre inovador, pois o que desfila aqui são os nossos usos e costumes", defende Veiga Maltez.

DETALHES

CRUZ DE HONRA

Na terça-feira, D. Duarte Pio de Bragança vai ser agraciado com a Cruz de Romeiro de Honra.

ORIGEM SECULAR

As origens desta feira remontam ao século XVI, quando a Golegã foi elevada a vila.

 

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