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Correio da Manhã

Cultura
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Centenas dizem adeus a Bénard

A missa foi muito reconfortante, na medida do possível, mas a perda começa agora." As palavras de Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, resumem o espírito das centenas de pessoas que ontem encheram a Igreja de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, para o último adeus a João Bénard da Costa.

23 de Maio de 2009 às 00:30
Glória de Matos e Manoel de Oliveira lamentaram uma “perda irrecuperável” para o cinema português
Glória de Matos e Manoel de Oliveira lamentaram uma “perda irrecuperável” para o cinema português FOTO: Natália Ferraz

Manoel de Oliveira foi um dos últimos a sair da Igreja repleta. "Estou muito comovido. Não é possível esquecer este homem", disse ao CM. O realizador João Botelho corroborou: "Corre-se o risco de, quando acabar o Bénard, acabar também o cinema." Já o produtor Manuel S. Fonseca e o estilista Dino Alves lembraram ao 3 o "homem de mãos e fatos desajeitados, de voz rouca e criatividade ímpar", memórias dos tempos em que ambos trabalharam na Cinemateca.

Sobre o futuro, "ainda é cedo para falar, mas a sucessão será numa linha natural que honre a memória e o legado de Bénard da Costa", avançou ao CM Pinto Ribeiro. Pedro Mexia, director interino desde que Bénard adoeceu, deverá ser, assim, o ‘senhor que se segue’ à frente dos destinos da Cinemateca.

DETALHES

ASSEMBLEIA EM SILÊNCIO

O Parlamento cumpriu ontem um minuto de silêncio pela morte de Bénard da Costa.

ILUSTRES NA DESPEDIDA

Políticos, cineastas e actores estiveram presentes na missa. O corpo seguiu para o crematório do Cemitério dos Olivais.

MEXIA NA DIRECÇÃO

Já é o director interino e dever--se-á manter como "sucessão natural" de Bénard da Costa.

 

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