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Correio da Manhã

Cultura

Cerimónia no feminino

Esta noite no Campo Pequeno, Ana Batista faz a sua ‘confirmação de alternativa’, cerimónia que acontece pela primeira vez com uma mulher na renovada ‘Monumental’ de Lisboa.
20 de Julho de 2006 às 00:00
É tradição antiga, com matadores e, recentemente, com rabejadores, que artistas que tenham recebido alternativa noutra praça a confirmem na principal arena de Espanha, México e França, quando ali actuem pela primeira vez após essa alternativa.
Ana Batista, em Coruche (2000), recebeu a alternativa de cavaleira tauromáquica. Foi seu ‘Padrinho’ Joaquim Bastinhas e ‘Testemunhas’ António Telles, Rui Salvador, Rouxinol e José Manuel Duarte. Ana ‘doutorou-se’ com um toiro ‘Cigarreiro’, de Assunção Coimbra. Foi madrinha simbólica Conchita Cintrón. Agora, no Campo Pequeno, será Rui Salvador o ‘Padrinho da confirmação’, testemunhada por Luís Rouxinol.
“Uma noite de felicidade é o que mais desejo, para mim e para o público”, confessou-nos Ana Batista, recordando que o Campo Pequeno está ligado à sua carreira! “Ali ganhei o primeiro grande troféu como revelação. Triunfei numa corrida da CML e também no Quarteto las Amazonas del Arte. Por isso vou dar tudo nesta corrida.”
Destaque ainda para o regresso a Lisboa da ganadaria-mãe, Pinto Barreiros (na origem da maioria das ganadarias portuguesas). “Oxalá saiam toiros tão espectaculares como o que há dias lidei nas Caldas, da mesma ganadaria”, acrescentou Ana Batista.
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