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Correio da Manhã

Cultura
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Chileno revive morte de Allende

Aos 34 anos, Pablo Larraín é já um dos cineastas chilenos mais promissores e ‘Post Mortem’ um sério candidato à conquista do Leão de Ouro.
6 de Setembro de 2010 às 19:20
'Post Mortem' é um dos favoritos ao Leão de Ouro
'Post Mortem' é um dos favoritos ao Leão de Ouro FOTO: D.R.

O festival de Veneza cresce em interesse. Depois de surpreender o mundo em 2008 com ‘Tony Manero', um filme sobre um ‘serial killer' obcecado com a personagem de John Travolta em ‘Febre de Sábado à Noite', em pleno período de revolta política no Chile, Pablo Larraín (nascido em 1976, na ressaca na morte de Salvador Allende, em 1973) ausculta de novo o estado da nação.

Usa agora o golpe de estado militar para acompanhar a vida solitária de um diligente funcionário (Alfredo Castro, o protagonista de ‘Tony Manero') da morgue que acabará por receber e analisar o cadáver de Allende.

Servindo-se de película fora de prazo, Larraín imprime um eficaz efeito ‘de época' que ajuda a dar vida a este arrebatador e absorvente filme sobre a morte em vida.

Igualmente na competição está o lento mas fascinante ‘western' ‘Meek's Cutoff', de Kelly Reichard (que nos deu recentemente ‘Wendy and Lucy'). Um registo de observação e estudo de personagens a acompanhar os colonos americanos ao longo estado do Oregon. Uma vez mais, Reichard encontra na talentosa Michelle Williams a luz para dar corpo e alma à protagonista. Temos festival.

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