A partir do dia 15 de Abril, já será possível ver no Porto, Tavira ou Tondela filmes enviados de Lisboa via internet. Naquelas cidades vão estar a funcionar as primeiras salas de uma rede alternativa que pretende abarcar 20 cinemas até ao fim do ano, de Norte a Sul do País.
É um admirável mundo novo, que em parte foi desvendado ontem, num cinema de Lisboa. Foram exibidos ali uma curta-metragem portuguesa e dois excertos de filmes indianos, cada um deles gravado num sistema diferente. A ideia era mostrar que o projecto já é uma realidade. Por outras palavras, é possível ver já filmes em suporte digital, em vez de recorrer à película, cuja distribuição é muito mais cara (é preciso transportar fisicamente as bobinas).
O projecto, que une esforços do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) e Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), com o apoio do POSI, tem como objectivo criar uma rede alternativa de exibição cinematográfica.
Procura-se levar os conteúdos nacionais, e inclusive de origem académica “a mais sítios e a sítios que normalmente não têm cinema’, como explicou Elísio de Oliveira.
Em declarações ao CM, o presidente do ICAM avançou o dia 15 de Março como data provável de instalação do equipamento nas salas-piloto. E um mês depois o arranque das primeiras projecções.
“Estamos a conversar com as associações de produtores e realizadores no sentido de seleccionarmos os conteúdos a exibir”, disse Elísio de Oliveira.
Como o cinema digital exige a gravação num formato próprio, para já será difícil arranjar conteúdos. As expectativas do ICAM são de conseguir reunir uma hora de cinema por mês, e depois facultar essas imagens a toda a rede.
O equipamento a instalar nas salas “custará entre 30 e 50 mil euros, conforme os sistemas já existentes em cada uma”. Os custos serão suportados “numa parceria Estado/autarquias – a não ser nas salas-piloto, em que os projectores e servidores serão os do ICAM”, afirma ainda aquele responsável.
Para os cineastas, os benefícios deste projecto são ambíguos. João Mário Grilo, que assistiu à projecção, lamentou não terem passado a curta-metragem portuguesa em dois formatos distintos para se poder fazer a comparação. A versão exibida foi feita a partir de Betacam digital (um formato televisivo), e não em HD (alta definição).
“Acho muito positivo as possibilidades de distribuição que a transcrição para HD permite”, admite o cineasta. “Mas um senão é a impossibilidade de ver o que se perdeu neste formato.” Dê por onde der, a qualidade da HD é sempre inferior: 1250 linhas, contra as 3000 da película.
DESCRENÇA
André Viane, presidente do Cineclube de Tavira, não acredita num arranque em Abril: “Está tudo no ar, nada foi preparado. Mas seria óptimo.”
É CONFORME
“Pessoalmente prefiro que os meus filmes sejam exibidos em película”, diz o realizador João Mário Grilo. “Mas o formato depende do projecto.”
DIBERSIDADE
“O projecto vai permitir divulgar muitas obras produzidas em Portugal e promover a diversidade”, defende Elísio de Oliveira, presidente do ICAM.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.