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Correio da Manhã

Cultura
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Com ritmo e energia

A programação de dança de Faro Capital da Cultura é de tal modo medíocre e vazia que até um pequeno grupo inglês – fora daquele festival – faz levantar o público no recém-inaugurado Teatro Municipal da capital algarvia.
14 de Agosto de 2005 às 00:00
Charlotte Eeatock e Nuno Silva dançando a peça ‘Segundo Sinal’
Charlotte Eeatock e Nuno Silva dançando a peça ‘Segundo Sinal’ FOTO: d.r.
Tratou-se da companhia de Henry Oguike, que se deslocou este fim-de-semana ao Algarve. Uma companhia ‘de autor’ com uma dúzia de artistas, conhecida na capital e com fortes ligações ao nosso país. Não só pelos apoios vindos da Gulbenkian como também por via de um elenco em que sempre pontuam portugueses. O programa, bastante ecléctico, mostrou não só versatilidade como um bom ritmo, rendendo-se a música ao encanto da coreografia.
‘Segundo Sinal’ abriu a noite com o ribombar de tambores: enérgico, rápido e curto. Com duas partes dançadas e uma instrumental os oito ágeis bailarinos mostraram-se bem mais interessantes que o trio de músicos europeus que tentaram imitar o ‘kodo’ japonês. Porém, sem o estilo aguerrido e ‘kamikaze’ do original.
Em ‘Espaço Branco’, a música para cravo de Scarlatti, é ‘visualizada’ através de gestos e maneirismos da época barroca tendo por fundo projecções móveis de quadros de Mondrian.
Oguike – num estilo depurado e ‘cool’ acompanhado por Charlotte Eeatock – dançou dentro e fora de cones luminosos uma partitura para marimbas encomendada a Pedro Carneiro.
‘Final’ é uma peça ‘corrida’, fresca e saltitante para temas (algo luminosos) de René Aubry e que contagiou o público com a sua animação e vivacidade. Dos dez artistas, vindos de vários países, sobressaíram Sarita Piotrowski, Adrian Lopez e Nuno Silva.
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