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Correio da Manhã

Cultura
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Com um perfume de escândalo

Uma das curiosidades da XII Bienal de Dança de Lyon foi a apresentação de ‘Kin-Jiki’ (‘Cores Proibidas’) do japonês Kim Itoh. Trata-se de um segundo tratamento coreográfico da obra homónima (e polémica) do prémio Nobel Yukio Mishima.
14 de Setembro de 2006 às 00:00
Em 1959 Tatsumi Hijikata, um dos fundadores da estética Butô, criou um dueto que abordava o envolvimento de dois homens.
A nova obra, apesar de começar com os bailarinos nus e em frenesim, não parece ser tão acutilante na abordagem homo-erótica. Uma certa ideia de maldade e impotência perpassa por ‘Kin-Jiki’. Música electrónica sustem uma imagética imprecisa, desembocando num Butô impuro, próximo da dança contemporânea ocidental, provando que a dança estará sempre mais perto da poesia do que do romance.
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