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Correio da Manhã

Cultura
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Concerto ibérico

Recuperado do catarro que o impediu de cantar a 21 de Abril, o tenor espanhol Plácido Domingo cantou finalmente, quarta-feira no Pavilhão Atlântico.
4 de Maio de 2007 às 00:00
Acompanhado pela soprano argentina Virgínia Tola e pela Orquestra do Norte, sob a batuta de Eugene Kohn, o tenor madrileno (66 anos) mostrou que mantém a voz numa forma notável, tendo apenas perdido um pouco da ‘elasticidade’ de outrora. Domingo desenhou um programa acentuadamente ibérico para agradar à plateia, em cuja primeira fila se contava o ‘amigo’ Eusébio. Infelizmente a sala, cuja acústica é menos boa para eventos operáricos, esteve longe de estar cheia e o público só ‘aqueceu’ na ponta final do concerto.
Domingo começou com uma ária do ‘Cid’, de Massenet, passando por Wagner, Cilea, Verdi e Lehár. Cantou ainda ópera espanhola e zarzuela, uma canção americana, e nada menos do que três fados (‘Foi Deus’, ‘Lisboa Antiga’ e ‘Coimbra’), com quatro músicos portugueses a acompanhá--lo. Um acto de simpatia que lhe valeu a total adesão dos presentes, o que emocionou o tenor. Antes, Domingo frisou “o prazer de estar em Lisboa” e de “cumprimentar o amigo Eusébio”.
A jovem soprano argentina Virgínia Tola, de voz versátil, bem timbrada e potente, mostrou ser expressiva e possuir boa técnica tanto a solo como nos duetos com Domingo, enquanto a Orquestra do Norte, que bem serviu o interesse do cantor, foi dirigida com verve pelo maestro Khon.
CANSAÇO IMPEDE JANTAR
A recuperar da operação à artéria carótida, o ‘Pantera Negra’ foi uma das presenças mais notadas na primeira fila do Atlântico. No entanto, ao contrário do previsto, Eusébio não pôde jantar com Plácido Domingo por se encontrar demasiado cansado. Ainda assim, no final do concerto, Eusébio fez questão de ir aos camarins dar um abraço ao “velho amigo”.
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