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Concursos de 2011 entre as prioridades do novo director geral das artes

Rede de cine-teatros também entre as primeiras acções da nova estratégia cultural, além de programa de internacionalização das artes

16 de julho de 2010 às 16:51

João Aidos tomou posse como  director geral das Artes, esta tarde, no Palácio Nacional da Ajuda e, entre as prioridades do seu mandato, estão o arranque do processo de concursos para apoios a projectos artísticos em 2011 e a criação de uma rede de teatros e cine-teatros.

"A abertura dos concursos é uma prioridade. Espero até ao final do mês desbloquear esse processo", disse ao CM no final da cerimónia de tomada de posse.

No seu discurso, também a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, sublinhou a relevância

de "reunir condições" para lançar os  concursos de 2011 com "celeridade", permitindo aos criadores e gestores "planificarem a sua actividade com segurança e serenidade."

Entre as medidas da nova estratégia cultural que agora se inicia, com a entrada em funções de João Aidos, está também um programa de internacionalização das Artes, anunciada pela ministra, numa parceria que envolverá a Direcção Geral das Artes, o Instituto Camões, o  Ministério da Economia e o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação  e Relações Internacionais.

Aidos reforçou ainda o seu empenho na "criação de uma rede de teatros e cine-teatros, um projecto que Gabriela Canavilhas lembrou estar implementado desde 1998 e "ainda por concluir."

No mesmo dia em que o novo director-geral das Artes toma posse, o seu antecessor, Jorge Barreto Xavier, esclarecia, à mesma hora, a Comissão de Ética no Parlamento sobre a polémica que envolveu o seu antecessor na DGArtes - que se demitiu quanto à sua controversa saída de funções.

Barreto Xavier reafirmou perante os deputados que o seu princípio de desempenhar o cargo pelo prazo previsto não foi possível por "divergências" com a tutela.

O ex-director geral das Artes demitiu-se há pouco mais de uma semana, alegando divergências com a ministra -, e, sobre esta questão, Aidos referiu apenas ao CM que tal assunto não lhe causou nenhuma pressão para as novas funções. "Falei com ele e a nossa relação já tem anos", disse ao CM para sanar qualquer dúvida sobre a sua posição.

Já quanto ao fim da ameaça de cortes no sector, Aidos sublinhou ainda que "esta é uma boa notícia para os artistas" e que foi um "passo importante para um sector delicado."

Também Gabriela Canavilhas ressalvou no seu discurso a "união de criadores e artistas", na sequência do recente período conturbado no sector após o anúncio de cortes de apoios à Cultura -  o que não se virá a verificar - e a emergência de novas plataformas das artes.

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