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Correio da Manhã

Cultura
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Conrad Murray mantém controlo

“Conrad Murray está a tentar parecer racional, toma notas frequentemente para mostrar que está no controlo da situação”, diz o especialista em linguagem corporal Mark Edgar Stephens, que está a acompanhar, em Los Angeles, EUA, o julgamento do cardiologista acusado do homicídio de Michael Jackson.
2 de Outubro de 2011 às 01:00
Conrad Murray tem tentado manter-se impávido durante as sessões do julgamento, não deixando transparecer aquilo que sente
Conrad Murray tem tentado manter-se impávido durante as sessões do julgamento, não deixando transparecer aquilo que sente FOTO: D.R.

Durante a primeira semana, e depois de uma única manifestação emotiva (médico chorou quando se falou da sua amizade com o cantor falecido), Conrad Murray assumiu um rosto inexpressiva onde só se pode ler cansaço.

Stephens diz que pode ser uma estratégia para impressionar os jurados, mas o seu sucesso dependerá do tipo de pessoas que constituem o júri. “Se forem cerebrais,  vão gostar. Se forem mais emotivos não vão conseguir estabelecer uma ligação positiva com o réu”, afirma.

Entretanto, os analistas assumem que esta foi uma semana dura para Conrad Murray, sobretudo depois dos depoimentos do guarda-costas de Jackson e do paramédico chamado ao local.

O guarda-costas, Alberto Alvarez, contou que o médico fez reanimação ao cantor em cima da cama mole (e não, como é suposto, no chão) e que só chamou a ambulância depois de esconder os frascos de propofol vazios, enquanto Richard Serref, o paramédico que esteve a tentar reanimar Michael Jackson durante 42 minutos achou o comportamento de Conrad Murray incongruente.

O médico terá afirmado que estava a tratar Michael Jackson de “desidratação e exaustação” sem nunca mencionar o facto do seu paciente estar a usar propofol para dormir há dois meses, acumulando esse medicamento com outras drogas calmantes.

CRÍTICAS A LA TOYA 

O comportamento do clã Jackson tem estado sobre escrutínio, com La Toya como alvo de críticas. Usar minisaia e botas altas na sala enquanto lê a bíblia não caiu bem.

FILHOS PRONTOS A DEPOR

Entrevistado pela CNN, o advogado de Joe Jackson, Brian Oxman, disse que os filhos do cantor estão bem e dispostos a depor, se tal for necessário.

TOM SIZEMORE

O actor Tom Sizemore comentou o caso Jackson e disse que “o que ele fez foi pagar ao médico para cometer uma ilegalidade e dar-lhe drogas que não devia.”

Cultura Música óbito Michael Jackson Conrad Murray julgamento
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