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Correio da Manhã

Cultura
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CONTORNOS URBANOS

Ecos urbanos, assim é a colecção Outono/Inverno de Elena Miró que, na nova estação, veste a mulher activa de forma prática e sofisticada. Uma dualidade que traduz o conforto necessário no dia-a-dia e o espaço que exigem as criações de noite.
16 de Setembro de 2002 às 21:17
Mas esta colecção para o frio é muito mais do que aparenta porque inspirada num conjunto de cidades cheias de magia, encanto, glamour e luxo: a urbana e cosmopolita Nova Iorque, a sofisticada Milão, a moderna Berlim, a inquieta Londres e a luminosa Paris.

Feminino-masculino

A vida, a cor, o dia-a-dia de todos estes lugares evocados numa colecção com uma tendência geral para peças de vestuário com um “look” sensualmente masculino.

Ideal, já se vê, para uma mulher metropolitana que gosta de jogar ironicamente com a ambiguidade... As cores são o branco e o preto eternos clássicos que não se deixam ofuscar pela restante paleta.

Os detalhes vão desde os estampados pintados à mão, aos veludos nas suas diferentes texturas e ainda ao crépon em pura seda ou à popeline “strech”. As peles estão de volta e em alta neste Inverno.

As propostas mais sofisticadas foram claramente inspiradas em Milão. São sóbrias e os tecidos mais utilizados vão da “georgette” floral às sedas, tricots e gabardines.

A capital alemã é o motor de arranque para uma série de propostas atrevidas, com um ar ligeiramente “snob”. O bordeau é a cor de eleição.

Beatles-Stones

A pródiga década de 70 remete-nos para a Londres dos Beatles, dos Stones, da mini-saia, da pop-art. Uma colecção saudosista que se traduz nas assimetrias, geometrias e abstracções múltiplas...

Paris-Paris

De Paris chega uma colecção retro, a combinar na perfeição com uma cidade de onde nunca apetece partir... Paris-Paris é o bilhete de ida e volta que toda a mulher gostaria de trazer consigo. Sempre. Ali, o retro tem cidade à altura da sua presença: feminina e romântica, a vestir de tecidos como o crepe “strech” e os estampados com detalhes bordados.

A pedra de toque da colecção está na atenção ao detalhe, o que se traduz por pormenores simples mas de grande impacto e a pele é disso bom exemplo... A pele ganha aqui a sua real dimensão.
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