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Correio da Manhã

Cultura
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CORNUCÓPIA ESTREIA A VIDA É SONHO

Depois de “Tiestes”, de Séneca, Luís Miguel Cintra estreia amanhã, no Teatro d Bairro Alto, em Lisboa, o segundo espectáculo do ciclo que a Cornucópia dedica este ano à temática do Poder.
22 de Janeiro de 2003 às 00:00
Trata-se de “A Vida é Sonho”, uma belíssima peça de Calderón de la Barca, considerada uma obra-prima da dramaturgia mundial, e que nos conta o drama de Segismundo, um jovem que foi encerrado numa torre pelo próprio pai porque se temia que viesse a tornar-se um ditador.

Porque se trata de uma comédia, esta história terá um final feliz: uma vez livre, Segismundo começará por revoltar-se contra a sua sorte, mas acabará por revelar-se um homem bom e um rei justo.

Esta produção conta com interpretações de alguns dos actores do elenco habitual da Cornucópia, como José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto ou o próprio Luís Miguel Cintra. No papel de Segismundo, encontraremos Dinarte Branco, um talento nato para a comédia, e, na sua companheira, a fiel Rosaura, Luísa Cruz, que regressa ao palco do Bairro Alto depois de anos de ausência.

Como de costume, os cenários e os figurinos têm a assinatura de Cristina Reis e as luzes são de Daniel Worm D’Assumpção. “A Vida é Sonho” estará em cena até dia 2 de Março, de terça a sábado às 21h30 e domingos às 16h00.

O texto que completa o ciclo da Cornucópia é “Tito Andrónico”, a conhecida tragédia sangrenta em que Shakespeare nos conta a história de um herói de guerra que se vê enredado numa teia de mentiras e assassínios. O poder engendra o mal: é o mote da peça, que será representada pela primeira vez em Lisboa.
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