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Correio da Manhã

Cultura
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CSI chega ao caso Michael Jackson

A última sessão do julgamento de Michael Jackson mais pareceu um episódio de CSI (‘Crime Scene Investigation’ – Crime Sob Investigação).
26 de Março de 2005 às 00:00
Na verdade, defesa e acusação deram a palavra aos especialistas em ciência forense e esgrimiram argumentos com base nos testes científicos efectuados aos objectos confiscados no quarto do cantor, entre os quais se contam revistas pornográficas.
Lisa Hemman, especialista em identificação de impressões digitais através de processos químicos, afirmou que as impressões de Jackson e de um menor foram encontradas em material pornográfico confiscado no rancho de Neverland, onde alegadamente terão ocorrido os abusos.
Perante tal depoimento, a defesa de Jackson tentou questionar a vercidade das impressões digitais identificadas, alegando ter passado mais de um ano entre o momento em que o material foi confiscado e a realização dos testes. Para corrobar tal teoria, os advogados de Jackson chamaram a depor António Cantu, chefe do departamento de ciência forense dos serviços secretos, que reconheceu a possibilidade das impressões digitais deteriorarem-se com o tempo, até ao ponto de ser impossível a sua identificação.
O depoimento de Cantu levantou ainda questões sobre a actuação da polícia que efectuou as buscas à residência do cantor e os cuidados tidos com os objectos confiscados até estes serem apresentados ao tribunal, um ano depois. Tais questões levaram a defesa a alvitrar a hipótese das impressões do menor terem sido feitas no decorrer da fase de inquérito.
Contudo, a especialista Lisa Hemman contestou a teoria da defesa, garantindo que o material só foi libertado para o júri depois de terem sido efectuadas todas as análises químicas. Hemman explicou ainda que o atraso na extracção das impressões digitais foi causado pela necessidade de conservar eventuais amostras de ADN.
Entretanto, um ex-segurança do cantor, actualmente preso por assalto à mão armada e sequestro, vai depor contra o artista, mediante uma autorização especial. Carter é considerado uma testemunha-chave do processo, por ser o único adulto que terá visto Jackson a oferecer bebidas alcoólicas à alegada vítima.
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