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Correio da Manhã

Cultura
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Culto do Bandido enche São Jorge

Há muito que Manel Cruz não tocava em Lisboa e por isso a expectativa era muita na terça-feira no lotado São Jorge. Acompanhado por um quarteto de músicos, o ex-Ornatos Violeta mostrou que o projecto ‘Foge Foge Bandido’ é um caso singular em Portugal.
11 de Junho de 2009 às 00:30
Manel Cruz utilizou todo o tipo de instrumentos musicais numa actuação muito animada
Manel Cruz utilizou todo o tipo de instrumentos musicais numa actuação muito animada FOTO: Bruno Colaço

Não se rende ou limita às canções pop e alimenta-se de interlúdios, delírios psicadélicos – sublinhados pelo desenho de luzes –, ambientes e até devaneios irónicos em torno do futebol em ‘Terceira Divisão’. Em palco, o ‘bandido’ goza de uma liberdade imensa. Instrumentos convencionais conviveram com ‘brinquedos’ electrónicos e outros, como o violino, o órgão ou a harmónica. A música, porém, tem o encanto das coisas artesanais em ‘O Amor Dá-me Tesão’ ou  ‘Não Fui Eu que Estraguei’.

Antítese da estrela pop, Manel Cruz é um artista de culto – não há muitos a fazerem o que lhes dá na real gana criativa –, e só assim se percebe a eufórica reacção do público quando voltou ao palco para os ‘encores’.

Para trás tinham ficado momentos empolgantes (‘Canal Zero’, ‘Mau Hálito’ e ‘Tirem o Macaco da Prisão’, em registo western-spaghetti/música popular portuguesa.

Amanhã toca em casa, no Porto (Teatro Sá da Bandeira, 22h00).

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