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Correio da Manhã

Cultura
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Dança que fez Sintra sorrir

A Hubbard Street Dance de Chicago trouxe este fim-de-semana, ao Festival de Sintra, para além de um leque de bailarinos com uma energia e ritmo inconfundíveis, aquilo que é muito raro ver na dança portuguesa, o humor.
17 de Julho de 2006 às 00:00
Com um programa de quatro peças, a primeira, uma ‘visualização musical’ de Bach da autoria do director, Jim Vincent, foi, de todas, a menos interessante, faltando-lhe um estilo unificador, até ao nível dos figurinos que exibiam um leve toque renascentista.
Susan Marshall, em ‘Beijo’, sobre uma partitura de Arvo Part, transformou um dueto amoroso num encontro aéreo suspendendo Cheryl Mann e Tobin del Cuore por cordas que quase os impediam de tocar o solo.
Sem nada trazer de muito novo, para além de uma mulher de fraque e cinco homens de saias de tule, Marguerite Donlon conseguiu, pelo movimento solto e pelo contraste, cativar uma plateia que sorriu e vibrou com a música de Mozart e as ‘brincadeiras’ dos artistas.
O melhor estava guardado para o fim com ‘Gnawa’, de Nacho Duato. O mais famoso coreógrafo mediterrânico, trouxe-nos um leve toque magrebino no gesto e na sonoridade. Duato fez evoluir belíssimos conjuntos desenhando frisos e fazendo desabrochar grupos, como se de flores se tratasse, com a luminosidade ténue de lamparinas de barro que os artistas transportavam sobre as cabeças.
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