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Correio da Manhã

Cultura
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DE ROMANCISTA A CONTISTA MAS SÓ A TÍTULO PÓSTUMO

“Jorge Amado utilizava os contos para dar espaço aos personagens que insistiam em não abandoná-lo”, quem assim explica a origem da obra ‘Cinco Histórias’, esta semana editada no Brasil, é Myriam Fraga.
4 de Setembro de 2004 às 00:00
Directora da Fundação-Casa Jorge Amado, entidade que assume a edição, Myriam Fraga foi também a autora da selecção de textos que se encontravam dispersos pela Imprensa brasileira, entre jornais e revistas que, entretanto, o tempo ameaçava votar ao esquecimento.
Contra o esquecimento, foram escolhidas cinco destas histórias que valem pelo valor documental, uma vez que o próprio escritor não lhes poupava críticas.
“Para mim é muito mais fácil dominar as grandes extensões do que fazer sínteses que é o que o conto exige”, disse, um dia, em entrevista a uma publicação do Instituto Moreira Sales, de nome ‘Cadernos de Literatura Brasileira’.
“É por isso que me aventurei pouco em outros géneros. Sou mesmo um romancista”, defendeu na ocasião.
A obra, que ainda contou com a participação do autor, falecido em Agosto de 2001, conta com ilustrações de cinco artistas plásticos, convidados a reproduzir em imagens as palavras com que Jorge Amado traduziu a intimidade que mantinha com a Bahia.
Segundo Myriam Fraga, as pequenas como as grandes histórias de Jorge Amado têm um denominador comum: “A presença de um povo brasileiro reconhecido em toda a sua força e divindade”. Em Portugal, ainda não há editora para ‘Cinco Histórias’.
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