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Correio da Manhã

Cultura
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Derrocada na Fortaleza

O Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (IPPAR) já está a elaborar um projecto de reconstrução do troço de muralha que ruiu, no final da semana passada, no interior da Fortaleza de Valença do Minho.
13 de Dezembro de 2006 às 00:00
A derrocada deveu-se à realização de obras de construção de uma galeria técnica, no âmbito da segunda fase de requalificaçãoda Fortaleza, e às fortes chuvas que se fizeram sentir na semana passada.
“Apesar de estar devidamente avisada para os mais diversos perigos e para as cautelas redobradas que é necessário ter tratando-se de um Monumento Nacional, a empresa facilitou e agora terá de proceder à reconstrução da muralha, à sua custa e de acordo com as indicações do IPPAR”, explicou ao CM o presidente da Câmara de Valença, José Luís Serra, assegurando que “este triste acidente vai ser devidamente reparado”.
O troço da muralha que ruiu tem cerca de 25 metros e a primeira tarefa passa, agora, pela numeração de todas as pedras, de forma a que possa proceder-se a uma recuperação o mais fiel possível.
CENTRO COMERCIAL A CÉU ABERTO
A Velha Contrasta, como é conhecida a Fortaleza de Valença, é um autêntico centro comercial a céu aberto. Começou a ser construída no ano de 1200, com o intuito de defender Portugal dos ataques militares espanhóis e desempenhou essa função até finais do século XVIII. A vila estende-se hoje muito para fora das muralhas, mas cingia-se à zona muralhada até há cerca de 200 anos.
Hoje, no interior dos vetustos muros, fervilha uma intensa dinâmica comercial, com lojas de têxteis-lar sempre cheias de clientes espanhóis e restaurantes típicos, com pratos de cabrito da serra e peixe (sável, enguia e lampreia) do Rio Minho.
Um dos monumentos mais antigos é a Igreja de Santa Maria dos Anjos, construída em 1276. Valença e Tui, na Galiza, têm um projecto de candidatura dos dois núcleos históricos unidos por uma centenária ponte metálica, de características rodoferroviárias, a Património Mundial da Humanidade.
FORTALEZA DO SÉC. XV EM SEMI-RUÍNA
JUROMENHA
Situada no concelho de Alandroal, à beira do Rio Guadiana, na fronteira com Espanha, a Fortaleza de Juromenha (séc. XV) está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1957.
MURALHAS DE SANTARÉM SEM VERBA
IMPASSE.
A queda de barreiras causou 125 metros de rombos nas muralhas de Santarém em 2001. Houve trabalhos na en-costa, mas estão por fazer 2,5 mi-lhões de euros de obra. Segundo o presidente da Câ-mara Municipal, Moita Flores, “é ur-gente” intervir. O Bairro do Alfange, o cemitério e parte da muralha da Porta do Sol podem estar em risco. preocupante o estado de semi-ruína em que se encontra.
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