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Correio da Manhã

Cultura
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Diddy leva 12 mil ao êxtase

Estão preparados para algo novo?”, pergunta Erick Morillo, considerado o melhor DJ da actualidade, referindo-se à actuação de P. Diddy (anteriormente conhecido como Puff Daddy).
15 de Abril de 2006 às 00:00
De P. Diddy só foi possível captar em palco a silhueta...
De P. Diddy só foi possível captar em palco a silhueta... FOTO: Tiago Sousa Dias
Já o ‘set’ de Morillo ia a meio, quando, subitamente, a interromper a escuridão reinante, surgem as luzes e a pirotecnia que deixa antever o grande momento da noite: a entrada em palco de Diddy, que põe em júbilo as cerca de 12 mil pessoas presentes na 2.ª edição do Sapo Sound Bitts, que decorreu quinta-feira, no Pavilhão 1 da Feira Internacional de Lisboa.
SENSUALIDADE
O ‘rapper’ americano – que contrariou a organização do evento e não se deixou fotografar – permanece quieto, de braços abertos, a manter o ‘suspense’. Só é possível vislumbrar a sua silhueta e ouvir a sua voz dizer “get up, get up”, com a música de Morillo em fundo.
Lentamente, até atingir o pico, o ambiente começa a escaldar chegando ao êxtase que leva o ‘entertainer’ a mexer-se. A bailarina de serviço está frenética e Diddy provoca-a, a ela e à audiência, simulando poses sexuais pouco ortodoxas. Perante o espectáculo de sensualidade do multifacetado Diddy, o público, maioritariamente jovem, assobiou, aplaudiu, fez barulho.
Apesar da madrugada ir adiantada, ninguém parou durante os cerca de 60 minutos que Diddy esteve em palco. Um sucesso, portanto, o “algo novo” que Morillo prometera, e que em muito se ficou a dever à técnica colocada ao serviço do ‘rapper’.
A actuação da estrela do rap que levou muita daquela gente à FIL foi a principal atracção do evento que terminou com a dupla espanhola Chus & Ceballos que não convenceu. Depois de Morillo e de Diddy nada ficou como estava e os mais cansados começaram a abandonar o recinto...
“GRANDE FESTA”
Antes, cerca da meia-noite, a hora que marcou o render de estilos, o festival teve outro ‘vencedor’: o português Boss AC, que animou a multidão com alguns dos seus êxitos, casos de ‘Baza’ e ‘Hip Hop’ (‘Sou Eu e És Tu’). Para trás já tinham ficado Junior e Mind da Gap – estes a promover o álbum a editar em Maio – mas estava a ser “uma grande festa”, nas palavras de João e Mariana, namorados que confessaram ao CM não perder um festival de música.
O house chegou através de Bob Sinclar com o ‘hit’ ‘Love Generation’, o tema oficial do Mundial de Futebol da Alemanha que arrancou um gigantesco coro da assistência já muito composta.
Com a segurança demasiado zelosa – a culpa foi do P. Diddy, garantiu a organização –, o Sapo Sound Bits acabou às 08h00 de ontem com diversos casos de excesso de álcool a terem de ser assistidos pelos profissionais da Cruz Vermelha, que percorreram o recinto durante as onze horas que durou o evento.
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