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Correio da Manhã

Cultura
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Diferendo laboral pára espetáculos

Em causa estão horas de trabalho e vencimentos.
Miguel Azevedo 22 de Junho de 2019 às 10:27
Diferendo laboral pára espetáculos
Diferendo laboral pára espetáculos FOTO: Direitos Reservados
Voltar às quarenta horas de trabalho semanais com o ordenado atual ou manter as atuais 35, mas com redução de vencimento. É esta proposta do Governo que está a levar a Companhia Nacional de Bailado (CNB) a ponderar manter o vasto conjunto de greves que tem programadas, caso o Executivo não reveja a sua posição.

Ameaça idêntica fazem os trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), que receberam a proposta de fazerem mais cinco horas semanais em banco de horas (para lá das 35), mantendo o ordenado.

As greves, recorde-se, já levaram ao cancelamento de três récitas da ópera ‘La Bohème’, no TNSC, a 7, 9 e 14 de Junho, e ameaçam agora outros espetáculos.

Com pré-avisos de greve estão já os bailados ‘Nós como Futuro’, a 27, 28 e 29 de Junho, no Teatro Camões, em Lisboa; ‘Dom Quixote’, entre 11 e 13 de Julho, no Rivoli, no Porto; ‘15 Bailarinos e Tempo Incerto’, a 17 e 18 de Julho, no Teatro Joaquim Benite, no âmbito do 36º Festival de Almada; e os espetáculos do Festival ao Largo, que decorre de 5 a 27 de Julho, em Lisboa.

Em 2017, a CNB tinha conseguido o acordo com a administração do Organismo de Produção Artística, órgão tutelar, de reduzir as 40 horas semanais para as 35, mas "o Governo diz agora que considera o acordo ilegal e ilegítimo", afirma, André Albuquerque, do Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE).

Ao fecho desta edição os trabalhadores da TNSC e da CNB estavam reunidos em plenário.
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