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Correio da Manhã

Cultura
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Diogo Infante vai dirigir Maria Matos

Diogo Infante está no Brasil a rodar o filme ‘A Ilha dos Escravos’ de Francisco Manso, mas ainda assim a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Maria Manuel Pinto Barbosa, decidiu anunciar ontem, durante a apresentação da programação do Teatro São Luiz, que o actor vai assumir a direcção artística do Maria Matos Teatro Municipal já no início do ano que vem.
17 de Setembro de 2005 às 00:00
Diogo Infante assumirá funções em Fevereiro ou Março
Diogo Infante assumirá funções em Fevereiro ou Março FOTO: Sofia Costa
Segundo a vereadora, esta é uma aposta da câmara numa nova geração de artistas, mas a verdade é que assim se resolve também um problema que ameaçava eternizar-se: muito bem localizado, o Maria Matos está encerrado desde finais do ano passado mas há muito que reclamava um programador que lhe desse alma.
Ainda de acordo com Maria Manuel Pinto Barbosa, aquele teatro, tutelado pela autarquia através da EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, deverá reabrir em “Fevereiro ou Março de 2006”, após obras de beneficiação que rondarão os 1,9 milhões de euros e que se iniciaram em Agosto passado.
Sobre o projecto de gestão artística de Diogo Infante, nem uma palavra, claro, só o próprio poderá falar disso, quando voltar do Brasil.
PROGRAMA DE ESTRELAS
Quanto à programação do Teatro São Luiz, também tutelado pela câmara e dirigido por Jorge Salavisa, as grandes atracções desta temporada chamam-se Pina Bausch, Ricardo Pais, João Gil, José Luís Peixoto e Camané.
Ver Pina Bausch é, neste momento, missão impossível, pois os bilhetes para os dois espectáculos que a criadora alemã traz a Lisboa entre o fim deste mês e o princípio de Outubro já estão esgotados há muito. Ricardo Pais trará à capital ‘Cabelo Branco é Saudade’, um espectáculo de fado, e em Novembro e Dezembro João Gil assina a música para ‘Romeu e Julieta’, de William Shakespeare.
Em 2006, destaque para os novos espectáculos do Teatro Meridional e de Lúcia Sigalho, que trabalharão a partir das novas peças dos jovens Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, respectivamente.
Em Junho, Camané promete interpretar repertório internacional, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos.
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