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Diva do cinema francês sai de cena aos 89 anos

Jeanne Moreau foi encontrada morta na sua residência em Paris.

01 de agosto de 2017 às 08:30

Bela, enigmática, fatal. A atriz Jeanne Moreau, que detestava que lhe chamassem "a grande dama do cinema francês", era isso mesmo. Morreu aos 89 anos, na sua residência de Paris, França, deixando para trás uma carreira memorável que detestava recordar. "O que fizemos no passado não interessa nada. O que importa é a vida que temos hoje", disse uma vez em entrevista.

Nascida a 23 de janeiro de 1928, filha de um francês dono de um restaurante e de uma inglesa que ganhava a vida como dançarina de cabaret, Moreau estreou-se cedo no teatro e aos 20 anos fazia parte da prestigiada Comédie Française, mas a partir dos anos 50 a sua carreira concentrou-se no cinema.

O filme ‘Fim-de-Semana no Ascensor’, de Louis Malle, que rodou aos 30 anos, chamou a atenção e quatro anos depois a sua popularidade explodiu graças a ‘Jules e Jim’, de François Truffaut. Ao longo dos anos, trabalharia também com Orson Welles, Jean-Luc Godard e Wim Wenders, só para referir alguns, e em 2012, aos 84 anos, fez ‘O Gebo e a Sombra’ com o português Manoel de Oliveira.

Jeanne Moreau casou duas vezes. Aos 21, com Jean-Louis Richard, o pai do seu filho Jérôme (que é pintor), e aos 49, com o realizador norte-americano William Friedkin (que dirigiu, entre outros, ‘O Exorcista’, em 1973). Foram também badalados os seus casos com Louis Malle e Lee Marvin. A colega Vanessa Redgrave disse que Moreau foi uma das causas do seu divórcio de Tony Richardson. Ela pouco se importou. "A vida é correr riscos", afirmou.

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