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Correio da Manhã

Cultura
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Dois milhões de pessoas em dez anos de Rock in Rio

Rock in Rio investiu 125 milhões em Portugal e criou 45 mil empregos.
24 de Maio de 2014 às 10:04
Palco principal está preparado para receber nomes como os Rolling Stones
Palco principal está preparado para receber nomes como os Rolling Stones

Transformar os festivais de música em eventos com um impacto mediático - e financeiro - tão grande quanto o do futebol. Eis o objetivo do Rock in Rio (RiR), que chegou a Lisboa há dez anos e que em cinco edições custou 125 milhões de euros a montar (25 milhões cada edição) e criou 45 mil empregos sazonais.

Roberta Medina, responsável pelo evento, não revela o dinheiro que já lucrou com a iniciativa. Nem de quanto pretende vir a lucrar. Prefere dizer que em 26 dias de festa, 1,7 milhões de pessoas foram ao Parque da Bela Vista (para ver 420 concertos) - média de 350 mil por edição - e que este ano, se tudo correr conforme esperado, vai ultrapassar os dois milhões de espectadores.

Prefere sublinhar que o RiR "contribuiu para a mudança de paradigma" na organização de eventos musicais em Portugal, elevando a fasquia da qualidade. "A nossa mais-valia foi ter transformado os espetáculos de música em eventos para toda a família e não apenas para jovens", diz. No entanto, Roberta Medina está ciente de que a 6ª edição do festival - que decorre de domingo até 1 de junho e tem como grandes chamarizes Rolling Stones ou Justin Timberlake - não passará incólume à crise.

"Qualquer empresa a funcionar num país em crise, também está em crise", afirma. "Mas uma vez que o dinheiro é menos, as pessoas vão gastá-lo no melhor. Por isso, temos de lhes dar um produto mais exigente. Esse é o nosso compromisso", conclui.

Rock in Rio milhões festival
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