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Correio da Manhã

Cultura

E A PERSONALIDADE DO ANO É... SIZA VIEIRA

"Foi sobretudo uma surpresa, uma grande honra e estou naturalmente satisfeito, mas as minhas obras são todas parte de um único trabalho e, se alguma se destaca, há que perguntar aos críticos quais, aí é que as opiniões são mais que muitas". Foi assim que o arquitecto Álvaro Siza Vieira traduziu o que é ser "personalidade do ano", distinção da responsabilidade da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP).
25 de Junho de 2003 às 00:00
Siza Vieira com o prémio entre Corneliu Popa e Mota Amaral
Siza Vieira com o prémio entre Corneliu Popa e Mota Amaral FOTO: Manuel Moreira
A cerimónia realizou-se ontem no Teatro-Auditório do Estoril-Sol, sob a presidência de Mota Amaral, na qualidade de Presidente da Assembleia da República, e Ana Gomes, a anterior disitinguida, entre muitas outras personalidades que não as "do ano".
Em conversa com o CM, Siza Vieira confessou não ter "filhos preferidos" e "seguidores" muito menos. E explicou porquê.
"Estou especialmente satisfeito por o prémio ter distinguido um arquitecto, isto independentemente de ter sido eu. Mas que se fale da arquitectura de Portugal no Mundo é muito favorável. Somos todos seguidores uns dos outros. Os arquitectos não são inventores. A nossa aprendizagem é feita do máximo conhecimento que retiramos de tudo e de todos. Não sigo um mas muitos, alguns do século XVI e XVIII, outros contemporâneos", disse.
E encontrado o eleito, fomos atrás dos eleitores para darmos, nem mais nem menos do que com o seu presidente, o romeno Corneliu Popa, que, em nome da AIEP, fez saber mais.
"O nosso prémio destina-se a distinguir a personalidade que, num ano, melhor respresentou o nome de Portugal lá fora e, em 2002, achámos que o nome de Siza Vieira, até pelos cinco prémios internacionais já recebidos, merecia também o nosso".
A terminar, o jornalista romeno revelou que esta foi uma luta renhida, já que candidatos houve a quem não faltava o mérito do prémio e citou Maria João Pires. Não fosse a pianista e a votação teria sido unânime. Foi maioritária. O arquitecto, esse então, acha: "Se calhar foi de mais".
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