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Correio da Manhã

Cultura
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EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO REEDITADO

A Europa-América acaba de fazer publicar três dos sete volumes que constituem aquela que é, com frequência, apontada como a obra-referência da literatura universal: ‘Em Busca do Tempo Perdido’.
18 de Setembro de 2004 às 00:00
Trata-se da tradução revista e anotada da obra de Marcel Proust, com capa dupla, onde se reproduz uma pintura de Monet, o que não acontece por acaso: “Proust representa na literatura uma forma de sensibilidade que encontra, na pintura, a sua expressão com Monet e que se aparenta, em certos aspectos, nomeadamente, com a sua meditação sobre o tempo, com a filosofia de Bergson”, explica-se na contracapa de cada volume.
E os primeiros três volumes, mais as respectivas capas impressionistas, são: ‘Do Lado de Swann’ (As Papoilas), ‘À Sombra das Jovens em Flor’ (Mulher com Sombrinha) e ‘O Lado de Guermantes’ (Música nas Tulherias).
“Pois havia em volta de Combray dois lados para os passeios, e tão opostos que, de facto, não saíamos de casa pela mesma porta quando queriamos ir para um lado ou para outro: o lado de Méséglise-la-Vineuse, também chamado o lado de Swann, porque se passava diante da propriedade do sr. Swann para ir por ali, e o lado de Guermantes”, do primeiro volume.
escritor de salão
Marcel Proust (1871-1922) nasceu em Paris, numa família burguesa mas de pouco lhe serviu a fartura de bens já que, desde cedo, lhe faltou bem maior: a saúde. Compensou a falta com uma personalidade de escessos.
Homem mundano e fértil em paixões e caprichos, intrigas e tormentos, no início, era um escritor de salão, “virtuoso na arte de sofrer e hábil a criar a sua própria lenda”, segundo muitos.
Em 1909, porém, a saúde piora, facto que o atira para uma vida de recato, a que responde, triunfante, em 1911, com ‘Do Lado de Swann’, publicado em 1913... Foi a primeira parte de um todo a que chamou ‘Em Busca do Tempo Perdido’.
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