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Correio da Manhã

Cultura
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Eminem proíbe toques de telemóvel

O rapper norte-americano Eminem recorreu aos tribunais para impedir que as suas canções continuem a ser usadas como toques de telemóveis.
7 de Outubro de 2005 às 00:00
A editora do popular cantor viu-se assim obrigada a solicitar uma ordem judicial para proibir as cinco maiores companhias norte-americanas de ‘software’ para telemóveis de continuarem a vender as canções do rapper.
A posição de Eminem causa especial estranheza numa altura em que muitos artistas chegam a vender mais ‘downloads’ para telemóveis do que discos propriamente ditos e Eminem não é sequer excepção.
Quem não vê com bons olhos a decisão do rapper são as empresas que comercializam as suas canções neste formato – cada vez mais popular –, que já alertaram para o ‘rombo’ monetário que a decisão acarreta.
“Este tipo de negócio é importantíssimo, inclusivamente para os próprios artistas e respectivas companhias discográficas. Estamos a falar de lucros na ordem das centenas de milhões de dólares por ano”, frisou Howard Hertz, advogado das empresas implicadas.
Indiferentes às tendências do mercado, os advogados do músico, cujo verdadeiro nome é Marshall Mathers, acrescentaram ainda que planeiam processar futuramente todas as companhias que vendem máquinas de ‘karaoke’ com canções de Eminem sem licenciamento.
PORTUGAL DE FORA
A editora de Eminem em Portugal, a Universal Music, contactada pelo CM, disse “desconhecer ainda as ‘novas regras’ impostas pelo cantor”, pelo que ficará a aguardar que o facto lhe seja “oficialmente comunicado”.
Até lá, continuará assim a ser possível comprar excertos das canções de Eminem como timbres de chamada para os telefones móveis.
Depois de encher as páginas dos jornais com polémicas várias, desde ataques à política norte-americana até às disputas conjugais com a ex--mulher, Eminem parece agora querer especializar-se nas questões legais.
Nos últimos dois anos, o rapper já processou a Apple (por uso abusivo de um dos seus temas num anúncio do ‘iTunes’), assim como uma revista juvenil que publicou algumas das letras das suas canções.
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