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Correio da Manhã

Cultura
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Empregada de limpeza destrói obra de arte

Uma empregada de limpeza do Museu de Ostwald, em Dortmund, na Alemanha empenhada em deixar a brilhar um alguidar, destruiu uma obra de arte avaliada em 800 mil euros.
4 de Novembro de 2011 às 11:59
A obra "Quando começa a pingar do tecto" após a intervenção da empregada de limpeza
A obra 'Quando começa a pingar do tecto' após a intervenção da empregada de limpeza FOTO: D.R.

A destruição do trabalho de  Martin Kippenberger , intitulado “Quando começa a pingar do tecto”, foi na quinta-feira confirmada pela direcção do museu.

A explicação avançada foi que a empregada de limpeza entendeu que as gotas de tinta existentes no alguidar que está colocado na base da obra de arte resultavam de algum pintor menos cuidadoso que, pensou, estivesse a pintar o tecto do museu. Empenhada na sua missão decidiu então limpar o alguidar.

Os funcionários têm ordens para se manterem a uma distância mínima de 20 centímetros das obras de arte. A direcção do mundo explicou que a distância não foi respeitada pela empregada de limpeza porque entendeu que estava perante uma andaime de pintura, pois a escultura exibia letreiros onde se podia ler “reparações”.

O custo da obra de arte destruída é mais elevado que uma outra que também na Alemanha foi destruída por uma outra empregada de limpeza.

Em 1986, o trabalho de Joseph Beuys, “mancha de gordura”  foi colocado no lixo da Academia de Belas Artes de Dusseldorf.

Obra de arte Martin Kippenberger Museu de Ostwald
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